segunda-feira, 27 de março de 2017

ESPIRALIZAÇÃO DO CORDÃO UMBILICAL COMO CAUSA DE MORTE FETAL INTRA UTERINA

ESPIRALIZAÇÃO DO CORDÃO UMBILICAL COMO CAUSA DE MORTE FETAL INTRA UTERINA
As anormalidades do cordão umbilical são inúmeras, desde nós falsos, que não tem significado clínico, até alterações que determinam a morte fetal intrauterina.
A ocorrência de óbito fetal intrauterina na segunda metade da gestação varia de 0,6 a 1,2%.
As mortes fetais intrauterinas, ocorridas durante a gestação, podem ser de causa materna como hipertensão, doenças endócrinas, lúpus eritematoso sistêmico, trombofilias hereditárias ou adquiridas, cromossomopatias fatais, doenças congênitas, malformações e doenças congênitas fetais, alterações da placenta e do cordão umbilical, não detectada durante o evoluir da gravidez.  
O cordão umbilical é vulnerável à torção, compressão, tração e espiralização, citadas como causas de morte fetal intrauterina.
As estenoses do cordão ou as circulares causam atraso no desenvolvimento fetal e podem ser causa de morte.
A etiologia é desconhecida e obriga ao controle pré-natal.
Uma gestante de 24 anos, quarta gravidez, três partos eutócicos, cuja gestação foi acompanhada e que evoluiu sem intercorrências até às vinte e sete semanas.
Do seu processo clinico consta ter sido submetida a exames laboratoriais, ecográficos conforme o protocolo de obstetrícia e consultas pré-natal sem quaisquer intercorrências clínicas ou laboratoriais.
Recorreu ao serviço de urgência hospitalar referindo ausência de movimentos fetais (MF) há menos de doze horas.
Ao exame físico apresentava-se com mucosas coradas, hidratadas, ventre aumentado de volume compatível com idade gestacional e tensão arterial de 160/60 mmHg
Exame ginecológico normal, sem liquido hemático ou de outros fluidos no fundo saco vaginal (FSV), colo fechado sem escorrências.
Ao toque vaginal bimanual o colo uterino apresentava-se inteiro, duro e fechado.
Durante o exame obstétrico não foi detectada movimentação fetal.
O exame ecográfico urgente mostrava ausência de movimentos fetais (MF) e de actividade cardíaca (AC -). Volume de liquido amniótico normal, placenta normalmente inserida e sem sinais de descolamento, biometria compatível com 26 S e 6 d.
O diagnóstico de morte fetal intrauterina estava estabelecido.
Considerando a idade fetal optou-se por indução do trabalho de parto, com analgesia epidural.
Decorridas oito horas após o inicio da indução expulsou feto único, nado morto do sexo masculino que não apresentava alterações morfológicas visíveis.
A avaliação macroscópica da placenta não apresentava alterações nem áreas de descolamento.
Cordão umbilical com cerca de 40 cm, com espiralização e estenose a cerca de um cm do umbigo fetal.
Realizou-se inibição da lactação, solicitaram-se exames laboratoriais e anatomopatológicos.
O puerpério desenvolveu-se normal e a puérpera teve apoio psicológico.
DISCUSSÃO
O nexo de causalidade entre as anormalidades do cordão umbilical e a morte fetal intrauterina é uma realidade incontornável e incontrolável.
A espiralização do cordão umbilical está associada à excessiva movimentação fetal, especialmente quando é comprido, o que não era o caso, e aos movimentos fetais intensos.
A espiralização excessiva do cordão umbilical no início da gestação reduz o aporte de sangue ao feto, afectando o seu desenvolvimento, atraso no crescimento intrauterino (ACIU) ou morte fetal se a condição persistir.
As deficiências da geleia de Wharton, que protege os vasos umbilicais, podem determinar o estreitamento do cordão.
Os cordões estreitos e fracos, mais comuns na proximidade da parede abdominal fetal, podem ser a causa de morte fetal súbita, como foi o caso.
Os exames ecográficos anteriores com estudo hemodinâmico não registaram alteração do fluxo sanguíneo, nós ou circulares de cordão.
Considerando que o feto não apresentava atraso do crescimento intrauterino, neste caso, crê-se que a espiralização e estenose do cordão ocorreu subitamente.
Alguns estudos identificaram associação entre a diminuição da frequência cardíaca fetal e a espiralização do cordão, sugerindo que o índice de enrolamento do cordão possa indicar, indiretamente, o grau de enrolamento vascular umbilical.
A alteração do fluxo sanguíneo na veia umbilical, com menor resistência e com padrão pulsátil compatível com comprometimento circulatório severo pode estar associada à espiralização, sendo que a velocidade de fluxo venoso umbilical é o melhor marcador para a constrição do vaso.
No caso presente, os exames ecográficos do fluxo umbilical não identificaram anormalidades.
A hiperespiralização do cordão isoladamente pode não estar associada à morte fetal intrauterina, porque os exames anteriores não apresentavam baixo fluxo ao doppler dos vasos umbilicais. Mas, a hiperespiralização associada à deficiência de proteína S, alteração genética autossómica dominante transmitida ao feto, pode desencadear hipercoagulação sanguínea fetal que diminui o fluxo vascular, facilita a estase, a hipercoagulação, o desenvolvimento de trombose vascular e óbito fetal.
Este artigo vem na sequência de morte fetal intrauterina por descolamento da placenta.
Como a imprevisibilidade e as causas dos acidentes mortais, as mortes fetais intrauterinas são múltiplas, inevitáveis e os diagnósticos precoces impossíveis de realizar.
A morte é, independentemente da idade, uma realidade inaceitável e por isso, muitas vezes, os familiares atribuem a responsabilidade aos que tentam salvar vidas segundo as legis artis e os conhecimentos técnico/científicos, como se estes estivessem para além de Deus.

quinta-feira, 16 de março de 2017

AEROPORTO CRISTIANO RONALDO?

AEROPORTO CRISTIANO RONALDO?
Num dia de suprema inspiração, o Exmo. Senhor Miguel Albuquerque que se diz presidente do Governo Regional da Madeira, lembrou-se de alterar o nome do aeroporto da Madeira para aeroporto Cristiano Ronaldo, o que se entende por uma justa e singela homenagem ao craque de pontapés numa bola considerados feitos gloriosos que honram a história da Nação.
Desde que sepultaram, no Panteão Nacional de Portugal uma fadista e um jogador de futebol, já nada surpreende.
Por acaso até gosto de “rapaz”, mas atribuir o seu nome a um aeroporto não lembra nem ao diabo.
Conversa de balcão num aeroporto internacional.
Viajante. Um bilhete para o Funchal, por favor.
Assistente. Desculpe, mas não temos! Só se for para o Cristiano Ronaldo.
Viajante. OK! Saio na Ilha da Madeira?
Assistente. Claro!
Já dentro da aeronave e na aproximação à Ilha da Madeira, o piloto anuncia.
Atenção senhores passageiros, é favor apertarem os cintos! Vamos aterrar no Cristiano Ronaldo!
Uns ficam perplexos, outros batem palmas à semelhança de quando era difícil aterrar no aeroporto do Funchal devido ao cumprimento reduzido da pista de aterragem.
Simplesmente ridículo.
Confesso que tenho dificuldade em entender a obsessão do Exmo. Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira porquanto tem à sua disposição figuras publicas, que prestaram elevados serviços à Nação e por isso muito mais relevantes e dignos de figurarem em nomes de aeroportos portugueses, como por exemplo.
Aeroporto Cavaco Silva, Aeroporto José Sócrates, Aeroporto Ricardo Salgado, Aeroporto Hélder Bataglia, Aeroporto Henrique Granadeiro, Aeroporto Zeinal Bava, Aeroporto João Serra, Aeroporto Rui Mão de Ferro, Aeroporto Carlos Santos Silva, Aeroporto Armando Vara, Aeroporto Joaquim Barroca, Aeroporto Lalanda e Castro, Aeroporto Duarte Lima, Aeroporto Paulo Núncio, Aeroporto Dias Loureiro e outros difícil de enumerar.

De facto Portugal é um País de Políticos com mentes brilhantes.

domingo, 5 de março de 2017

FODÍMETRO (FUCK imetro)

FODÍMETRO (FUCK imetro)
60% dos políticos portugueses são atrasados mentais, aculturais, não credíveis, mas fodem os seus concidadãos a torto e a direito.
Para distração dos seus concidadãos discutem e pretendem elaborar leis caricatas e imbecis, encobrindo assuntos importantes como as burlas dos banqueiros, de secretários de estado e até ministros.
Actualmente está em discussão a eutanásia e a prostituição.  
Dizem eles que a prostituição deve ser regulamentada.
Facilmente se entende que a Lei a ser aprovada não vai defender os interesses das prostitutas porque tem por objectivo a tributação.
Presume-se que inventarão um seguro de responsabilidade civil e um FODIMETRO, (fuckimetros) medidor de fodas semelhante aos taxímetros, que será aplicado em cada vagina de todas a mulheres que exercem actividade profissional de elevado risco como é a prostituição.
Ainda discutem Arnald Trump.