segunda-feira, 19 de junho de 2017

INCÊNDIOS EM PORTUGAL

Todas as sextas percorro o IC 8 entre o nó da A13 até à A 23.
Todos os sábados faço  o mesmo percurso no sentido inverso.
No passado sábado, por volta das 18,30h, à semelhança de uma dezena de utilizadores da mesma estrada que seguiam à minha frente, não fui mais uma vitima de Pedrógão Grande, porque a Guarda Nacional Republicana tinha procedido ao corte da via.
Agradeço reconhecida e publicamente aos elementos da Guarda Republica o facto de me terem salvo a vida.
Estou de luto pela morte trágica dos meus concidadãos.
As lágrimas percorrem-me a face, ao mesmo tempo que sentimentos de raiva e a revolta tomam conta de todos os meus sentimentos.
Não acredito na teoria esfarrapada da trovoada seca.
Mesmo que houvesse trovoada não é sinonimo de raios.
Em Mação, que fica a cerca de 70 Kms de Pedrógão Grande, havia trovoada, raios e chovia copiosamente.
Depois de ter passado por Proença, e Sertã, já não chovia nem havia trovoada ou relâmpagos, no entanto a estrada estava molhada.
Desde há cerca de 5 anos que aquela zona é fustigada por incêndios.
A flora autóctone tem vindo a ser substituída por eucaliptos que alimentam os madeireiros e as celuloses, mas disso ainda não ouvia alguém denunciar.
Odeio os hipócrates que como abutres sobrevivem das carcaças dos cadáveres.
Em 1987, há 30 anos, escrevi sobre os incêndios, artigo que foi publicado no Jornal de Notícias que pela sua actualidade não resisto a divulgar.
Ora leiam.
Estes políticos dão-me nojo.