quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

MORTE FETAL INTRA UTERINA UM CASO HOSPITALAR QUE JÁ NÃO É CASO, MAS UM DESCOLAMENTO DA PLACENTA.

MORTE FETAL INTRA UTERINA UM CASO HOSPITALAR QUE JÁ NÃO É CASO, MAS UM DESCOLAMENTO DA PLACENTA.
Após ser do conhecimento público que a morte fetal intrauterina hospitalar foi em consequência do descolamento da placenta, era espectável que a comunicação social desse a mesma relevância publicitaria semelhante ao que se propôs denunciar, durante três dias, fundamentada unicamente nas queixas da suposta vitima e de um hipotético erro ou negligencia médica que denegriu a imagem de uma instituição e dos profissionais que exercem a sua actividade.
Não o fez, o que traduz bem a qualidade da comunicação social existente em Portugal.
O descolamento da placenta pode ter lugar em qualquer altura da evolução do parto e aumenta com a idade materna sendo elevada entre os 39 e 40 anos.
Anomalias morfológica da placenta, inserção anômala como placenta acreta, placenta prévia total, marginal, parcial ou de baixa inserção podem conduzir a hemorragia durante a gravidez.
Circunstâncias clinicas como fetos grandes, útero previamente cicatrizados por intervenções cirúrgicas anteriores, doença materna como hipertensão arterial, doenças do sangue, miomas uterinos, tabagismo, são causas de hemorragia durante a gravidez que podem ou não ser causa de descolamentos.
Os descolamentos da placenta podem ser totais ou parciais, não havendo times pré-definidos para salvar o bebé.
Havendo suspeita de descolamento da placenta com ou sem hemorragia detectado durante o evoluir da gravidez existem critérios para parto por cesariana após as 36 S, Excluindo-se casos mais graves que possam determinar a extracção do feto antes das 36 S.
Numa gravidez que decorreu normalmente do ponto de vista clinico e ecográfico, mas de repente a gestante apresenta-se com hemorragia, podemos suspeitar de um descolamento total da placenta. Aí temos de equilibrar hemo dinamicamente a gestante para não corrermos o risco de perder mãe e filho.  
Num dos mecanismos de descolamento da placenta havendo hemorragia, o sangue insinua-se entre as membranas e o útero, fluindo até ao exterior pelo canal cervical e vagina. HEMORRAGIA EXTERNA.
Outro dos mecanismos e menos frequente, o sangue fica retido entre a placenta e as paredes uterinas provocando um hematoma e não flui para o exterior. HEMORRAGIA OCULTA.  
A gestante recorre aos serviços médicos queixando-se de perdas hemáticas vaginais, mas por vezes é um achado ecográfico, embora os descolamentos recentes possam apresentar uma imagem ecográfica idêntica a uma placenta normal.
Dependendo da idade gestacional, do grau de maturidade e viabilidade fetal, a atitude médica é expectante ou cirúrgica.
Presumindo-se que é tecnicamente impossível todas as grávidas serem portadoras de um ecógrafo, a frequência com que se faz o diagnóstico é variável devido aos diferentes critérios de vigilância utilizados, e por isso entendo que o exame ecográfico mensal é necessário.
A taxa de mortalidade fetal é bastante elevada e em caso de sobrevivência pode apresentar e ficar com sequelas neurológicas irreversíveis.
Do exposto resulta que é mandatório para a boa decisão da causa, saber-se da evolução desta gravidez, excluir patologias maternas, paternas, fetais suscetíveis de desencadear a morte fetal.
Saber-se das más formações uterinas, cirurgias anteriores ou miomas uterinos.
Saber-se das inserções e patologias placentares.
Por fim responsabilizar quem deve se responsabilizado porque todos temos Direitos, em especial Direito à Honra, ao Bom Nome, à Dignidade Pessoal e à Dignidade Profissional que a todo o custo é nossa obrigação pessoal e de classe profissional defender.