quarta-feira, 23 de novembro de 2016

AINDA SOBRE A INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ

AINDA SOBRE A INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ
Nos últimos dois dias a comunicação social e os opinantes de serviço, não se cansam de dissertar sobre as IVGs.
A ignorância que manifestam sobre assunto de tão elevada relevância para a saúde das mulheres e sobre os Direitos ditos “legais”, na minha qualidade de ginecologista, excluindo grandes dissertações técnico científicas e para que se entenda, cumpre-me esclarecer.
GENOVEVA é uma libertina sexual que tem o Direito de utilizar o seu corpo como bem lhe aprouver.
Em dois dias teve actividade sexual com três indivíduos diferentes.
GENOVEVA ficou grávida e desconhecia qual dos três era o pai.
Por tal motivo recorreu, mais uma vez, à IVG, que frequentemente utiliza como método contraceptivo, correndo múltiplos riscos.
Após múltiplas IVGs, GENOVEVA ficou infértil.
Decorridos uns anos GENOVEVA queria ser mãe, como tem o Direito de o ser, entrou num programa de Reprodução Medicamente Assistida.
FAZ SENTIDO?
RISCOS DAS IVGs
Actualmente as IVGs podem ser interrompidas por fármacos, mas frequentemente não exclui a intervenção cirúrgica, porque ficam “restos” de produto de concepção dentro da cavidade uterina.
Uma intervenção cirúrgica no interior da cavidade uterina é um acto cirúrgico feito às cegas.
Como o cirurgião não vê os locais onde deve “raspar,” o acto é realizado por sensibilidade auditiva e táctil.
Simplesmente perigoso para a mulher e para o executor do acto.
PERFURAÇÕES UTERINAS.
Uma perfuração uterina pode implicar uma hemorragia violenta, um hemoperitoneu com a consequente cirurgia abdominal e por vezes uma Histerectomia total (ablação do útero) e a consequente infertilidade.
Esclarece-se que o facto de as mulheres serem submetidas à ablação do útero, mantendo os ovários, não é sinônimo de menopausa. Deixam simplesmente de menstruar.
“RESTOS” de produto de concepção dentro da cavidade uterina.
Por vezes, muitas, acontece que nas curetagens uterinas, quando necessárias, ficam resíduos de produto de concepção que não são detectados pelo médico nem pela ecografia.
Esse “produto,” altera-se, ao fim de alguns dias, podendo desencadear uma endometrite (INFECÇÃO DO ENDOMÉTRIO)
Uma infecção intrauterina pode desencadear uma infecção generalizada que pode levar à morte, ainda que em casos raros.
SINÉQUIAS
Múltiplas curetagens uterinas (raspagens) podem desencadear um processo de alterações da mucosa uterina e desenvolver SINEQUIAS (tecido do tipo cicatricial) que formam “pontes” entre as paredes do endométrio que funcionam como barreira mecânica à progressão do espermatozoide.
INFERTILIDADE
Essas sinequias são, muitas vezes, causas de infertilidade.
Para resolver esse problema as mulheres inférteis tem de ser submetidas a uma cirurgia, actualmente cirurgia histeroscópica.
Na minha qualidade de ex. perito médico-legal do Tribunal de Chaves e ex. aluno do 2º ano de Direito da Universidade Lusíada.
JURIDICAMENTE
DESPENALIZAR NÃO SIGNIFICA UM DIREITO.
Despenalizar significa que a violação de uma norma (lei) cuja prática era ilícita e punida, deixou de o ser.
Infere-se que as IVGs não são um Direito das mulheres, mas antes uma prática que era ilegal, mas que à luz da Lei actual já não o é.
PENALIZAR
É uma violação da norma o que constitui um ilícito susceptível de punição, como por exemplo a negligência médica grave ou grosseira. 
As mulheres têm o Direito de utilizar o seu corpo com bem entenderem onde se inclui as IVGs, que foram DESPENALIZADAS.
Mas, as mulheres não podem fazer IVGs sozinhas, tem de recorrer a um terceiro, como por exemplo a um médico.
Durante ou após o acto médico ou cirúrgico, as “coisas” correm mal.
A utente ou a família acusam o médico de negligência que se vê envolvido em processos judiciais, podendo ser PENALIZADO, com pena de multa, indemnização ou até com pena de prisão só porque satisfez o dito DIREITO das mulheres.
Quem recorre o do acto é DESPENALIZADO.
Quem pratica o acto pode ser PENALIZADO.
Que MERDA de Lei é esta?
Um Direito não é um Direito quando implica os Direitos de terceiros.
Um médico não tem a obrigação legal, moral ou qualquer outra de satisfazer um Direito das mulheres (IVG) ainda que esse Direito se encontre consagrado numa LEI.
O médico tem o Direito e a obrigação de defender e salvaguardar a vida.
Após as 12 semanas o embrião já não o é, mas antes um feto idêntico a um ser humano adulto, portanto uma vida que deve ser salvaguarda e defendida.
Quem elaborou a Lei é que devia ter a obrigação de praticar o acto, ou seja os “gajos” da Assembleia da Republica que aprovam Leis sem qualquer sentido.
Não se discute os Direitos das mulheres, discute-se o Direito à informação e educação sexual.

Frequentemente digo às minhas utentes para se precaverem porque as mulheres é que engravidam.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O PAPA, OS DIREITOS DAS MULHERES E O ABORTO

O PAPA, OS DIREITOS DAS MULHERES E O ABORTO
Acabei de ver na comunicação social que Sua Santidade o Papa, confere aos padres o Direito de perdoar as mulheres que praticam o aborto e os médicos que as “ajudam.”
No mesmo contexto uma senhora que foi entrevistada, expressando um olhar carregado de ódio, proferiu uma catadupa de palavras defendendo a liberdade sexual das mulheres, o Direito de fazerem o que muito bem entenderem com o seu corpo incluindo o Direito de abortar.
Quanto ao perdão da Igreja, ainda que católico não praticante, é-me indiferente e pouco valorizável.
Quanto ao aborto, digamos Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), por menos agressivo, não me é indiferente.
Aquando da discussão da legalização da IVG, na minha qualidade de ginecologista/obstetra, fui convidado pelo Exmo. Professor Doutor Pinto da Costa para várias palestras sobre o assunto.
À data defendia que é mais humano uma IVG, do que queimar, lançar no esgoto, deitar ao lixo, matar, ou abandonar uma criança.
Por outro lado, nessa altura eu afirma que dada à grande quantidade de métodos contraceptivos uma mulher só engravida se quiser, excluindo-se os casos de violações ou outras agressões sexuais.
Facilmente se deduz que a minha posição é neutra e por isso não sou objector de consciência.
O exercício da minha actividade profissional obriga, o código deontológico, a tratar as pessoas de forma humana e igualitária, neste caso as mulheres, independentemente do credo, da posição social e das ofensas que façam à sua integridade física sempre que recorram aos meus serviços.
No entanto, um médico pode recusar todos os procedimentos médicos ou cirúrgicos que entenda por prejudiciais a quem os solicita, que ofendam a sua moral, a sua ética a sua dignidade, ou a sua crença religiosa, mas tem o dever de salvaguardar a saúde e a vida seja ela embrionária, fetal, da criança ou do adulto.
Defendo a liberdade sexual, os Direitos humanos, onde se inclui os das mulheres.
Defendo o Direito que qualquer ser humano tem de fazer o que bem entender com o seu corpo onde se inclui o consumo de álcool, estupefacientes, as automutilações e até o suicídio.
As IVGs implicam sempre a intervenção de terceiros, médicos, enfermeiros, bruxos, abortadeiras e outros.
Embora as IVGs sejam um Direito das mulheres é um Direito dos terceiros recusarem tais procedimentos.
A mulherzinha confunde liberdade sexual, com gravidez, manifestando ignorância quanto aos riscos elevados que comportam as IVGs como a morte, ablação dos órgãos reprodutivos e infertilidade.
Da minha experiência clinica assisti uma mulher que já tinham praticado seis IVG e a muitos casos de graves complicações pós IVG.
As IVGs não são, nem devem ser, métodos contraceptivos!
Confesso que não entendi muito bem o ódio que a mulherzinha expressou frente às câmaras da televisão, mas que na essência quis dizer que as mulheres têm o Direito de fazer IVGs e que os terceiros (médicos, enfermeiros, abortadeiras, bruxos e outros) tem a obrigação de satisfazer esse Direito.



domingo, 13 de novembro de 2016

MEDITAÇÕES

Hoje, 13 de Novembro de 2016, enquanto observava o por do Sol na praia da Madalena, sei comigo a meditar, sobre.

Quando a vontade do ter suplanta a vontade do ser, mais não somos que umas marionetas manipuladas por sistemas económicos e políticos corruptos.
A miséria humana, na sua amplitude, reside na passividade com que aceitamos, sem sentido critico, as teorias que nos são impostas pelos “tolos.”
A vida seria muito mais agradável sem “tolos” que nos impõem normas “tolas” a que chamam Leis.
A liberdade e o livre pensamento são inexistentes porque se encontram condicionadas pelo poder económico e politico dos “tolos”
Quem tem a coragem de se opor a uma ideia “tola” do chefe corre o risco de perder o posto de trabalho.

No exercício de um cargo de nomeação politica quem tem a coragem de votar a aprovação de uma medida politica de esquerda, ainda que benéfica para os cidadãos, sendo-se de direita.
Alguém de direita é capaz de aprovar uma medida politica de esquerda?
Claro que não!
O egoísmo do “tacho” garante da sobrevivência nesta selva em que vivemos limita a liberdade de pensar e de agir.

Criei dependências materiais que me impedem de me libertar para outras paragens mais contemplativas.

Dizem que sou um pensador contestatário e inconformista. Serei?
Penso que me encontro impedido de ser um pensador conformista porque deixaria de ser um pensador, mas mais um, nesta amalgama de “gente,” que não pensa.

Da minha experiência médica observo que a vida é, por vezes, de tal forma insuportável que a morte é uma bênção.


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

AS MINORIAS VS AS MAIORIAS


 
Democraticamente pensa-se que as minorias devem aceitar as decisões das maiorias ainda que discordem.
No entanto há minorias que entendem que as maiorias devem submeter-se à sua vontade ou às suas formas de pensamento.
Exemplos.
- Se não se gosta de emigrantes é-se xenófobo.
- Se não se gosta de homossexuais é-se homofóbico.
- Se não se gosta de feministas é-se machista.
- Se não se gosta da esquerda é-se fascista.
A grande maioria dos povos não gosta de emigrantes, mas não se deve afirmar que são xenófobos.
Os milhões de humanos que habitam o planeta são heterossexuais, mas não se deve afirmar que são homofóbicos só porque não gostam de parceiros (as) do mesmo sexo.
Há milhões de homens que não gostam que as mulheres lhes ocupem o lugar, mas não se pode afirmar que sejam machistas.
Pode-se não gostar da social democracia, do socialismo ou do comunismo, mas não se pode afirmar que por via disso se seja fascista.    
Na Declaração Universal dos Direitos do Homem diz-se que todos temos direito à diferença pelo que é difícil de entender porque razão as minorias se manifestam publicamente injuriando e exigindo às maiorias que lhes sejam iguais ou até que os admita.
Parece-me que as minorias entendem que tem direitos que as maiorias não devem ter onde se inclui a liberdade de ser, de se expressar e de discordar o que se entende por  antidemocrático.
As minorias devem respeitar a vontade da maioria e esta admitir e respeitar o direito à diferença.

 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

CADA POVO TEM OS GOVERNANTES QUE MERECE. SERÁ?

Um País governando por Políticos que prestam falsas declarações sobre as suas habilitações académicas e são nomeados para o exercício de cargos públicos de grande relevância,   têm conexões e protegem os maiores burlões da história recente, penalizam os cidadãos através dos impostos, garantem o enriquecimento ilícito investindo dinheiros públicos em banqueiros vigaristas e em bancos que eles fizeram falir, provocam a pobreza em mais de um milhão de cidadãos, que condenam um “desgraçado” que roubou 14€, não é certamente um país que se diz Democrata e de Direito, mas antes um País de “famílias”  bem piores que as Calabrianas ou Cecilianas com o devido respeito.
Cada povo tem os governantes que merece! Será?
Que faz o Exmo. Senhor Presidente da República enquanto comandante supremo das Forças Armadas?
Decorativo?