segunda-feira, 30 de maio de 2016

CARTA ABERTA AO EXMO. SR. DOM MANUEL CLEMENTE - DISTINTO BISPO.

Caro senhor Dom Manuel Clemente.
Sou católico, não praticante, já o fui e frequentei a igreja ainda se rezava em Latim, mas desconheço de onde lhe advêm o Dom.
É verdade que os pais dos alunos que frequentam as privadas também subsidiam as públicas. V.Exa. está a dizer que os pais dos alunos que frequentam as privadas paguem duas vezes o ensino privado dos alunos portugueses.
Pergunto-lhe que obrigação tenho eu de pagar três vezes o ensino dos alunos portugueses?
Explico: - O meu filho frequenta o colégio Nossa Senhora da Bonança, católico. Eu pago!
V. Exa. quer que o Estado Português lhe dê mais dinheiro para o ensino privado. Ou seja, V. Exa. quer que eu lhe dê mais dinheiro, através dos meus impostos. Eu pago!
Depois, através dos impostos tenho de pagar para o ensino público.
Entendo por justo que eu contribua, através dos meus impostos, para o ensino dos alunos portugueses cujas famílias não têm capacidades económicas para frequentar o ensino privado.
Mais grave é obrigar os pais dos alunos que não têm possibilidades económicas para que os seus filhos frequente colégios privados, a pagar, através dos impostos, os colégios privados dos que têm mais possibilidades.
VERGONHOSO.
Senhor Dom Manuel Clemente, não tenho obrigação nenhuma de pagar duas vezes o ensino privado do meu filho.
Á luz da Lei de Deus, V. Exa. defende uma injustiça.
Se os colégios privados não têm capacidade económica de subsistência que fechem ou abram falência.
V. Exa. recorda-me os banqueiros que faliram os Bancos.
Enriqueceram à custa das burlas que praticaram contra os seus concidadãos e esses mesmos cidadãos são obrigados a pagar, através dos impostos, as burlas praticadas.
Entretanto têm capelas nas vivendas onde todos os Domingos vão à missa e rezam o credo.
Por acaso V. Exa. já ouviu falar nos Fariseus?
Não sou de esquerda nem de direita, mas acho que o Governo não lhe deve dar um cêntimo que seja.
GOVERNE-SE e diga aos colégios privados para se governarem.

terça-feira, 24 de maio de 2016

CRONICA DO DIA 24 DE MAIO DE 2016

Quarta-feira
Vinte e quatro de Maio.
Transitava pelo "canal de parto",
As contracções uterinas impeliam-me para diante.
Minha mãe, em doloroso sofrimento (não existia epidural),
Incentivada.Puxa!Puxa!, minha filha!
Ele já nasce!
Como não havia ecografia
Desconheciam, se era um ele ou ela. Mas...
Gritavam, já lhe vemos a cabecinha!
Afloro à vulva.
Num repente, Saio.
Quase que caio
No chão.
Cortam o cordão
Que me ligava à placenta,
Desta ao útero de minha mãe.
Choro,
O que me faz respirar,
pela primeira vez.
Desde então,
Respiro sem chorar.
A vida em si,
retirou-me essa vontade
Endureci.

Pela maldade, dos homens



terça-feira, 17 de maio de 2016

SINDROME DE BURNOUT

SINDROME DE BURNOUT
Os doentes e os seus familiares entendem, frequentemente, que os profissionais de saúde são desumanos, insensíveis e que não sofrem com as patologias graves dos doentes.
Na presença de patologias graves, neoplasias, (cancros) e doenças psíquicas, por vezes tenho a sensação de não conseguir dar o meu máximo e o acompanhamento necessário.
O stress, a ansiedade, a impotência de não conseguir debelar o sofrimento deixa-me de “rastos” destrói-me fisicamente e “suga-me” a vida.
Reconforto-me na falsa ideia de que “não sou Deus,” o que não invalida a minha angústia quando a presença da morte sobrevoa a minha cabeça, especialmente quando o doente é jovem.
SINDROME DE BURNOUT
A dedicação exagerada à atividade profissional é uma característica marcante da síndrome de Burnout (to burn out), também denominado de síndrome do esgotamento profissional.
O portador avalia a autoestima pela capacidade de realização do sucesso profissional.
Necessidade de se afirmar com predominância de fazer tudo sozinho e de imediato, transformam-se em obstinação e compulsão.
Isolamento, fuga aos conflitos, perda do bom senso, do humor, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes.
Evitam o diálogo e dão prioridade aos e-mails e mensagens, (despersonalização).
As necessidades básicas como comer, dormir, lazer, contatos sociais, perdem o sentido e sofre desvalorização (anti socialização).
Vazio interior, indiferença, desesperança, sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante, conduz à fadiga, exaustão, esgotamento profissional, colapso físico, mental e à consequente depressão.
O portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema.
A vida perde o sentido o que requer ajuda médica e psicológica emergente.
Burnout é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação.
Diversos estúdios defendem que Burnout refere-se exclusivamente a uma síndrome relacionada à exaustão e ausência de personalização no trabalho.
Outros entendem como um caso especial da depressão clínica ou apenas como uma forma de fadiga extrema, omitindo o componente de despersonalização.
Os profissionais submetidos a níveis elevados de stress como policias, taxistas, bancários, controladores de tráfego aéreo, engenheiros, músicos, professores, artistas, jornalistas, advogados e médicos, podem ser mais propensos a desencadear Burnout.
Cordes e Doherty, num estudo de 1993, encontraram uma proporção mais elevada de casos de Burnout em médicos do que noutras actividades profissionais e concluíram que essa proporção é mais elevada nos que interagem intensa ou emocionalmente com os seus doentes.
Um estudo recente do Psychological Reports, refere que 40% dos médicos apresentam altos níveis de Burnout.
Sintomas:
Dores de cabeça (cefaleias), tonturas, tremores, falta de ar (dispneia), oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração e problemas digestivos.
Entendem agora porque razão os divórcios, o alcoolismo, e os suicídios são mais frequentes nos profissionais de saúde e especial entre a actividade médica?


domingo, 15 de maio de 2016

INSTITUIÇÕES PUBLICAS DE SOLIDARIEDADE SOCIAL (IPSS) Querem mais Dinheiro do Estado (Jornal de Noticias 10.05.2016)

INSTITUIÇÕES PUBLICAS DE SOLIDARIEDADE SOCIAL (IPSS)
Querem mais Dinheiro do Estado (Jornal de Noticias 10.05.2016)
Sou católico, defendo a solidariedade humana e consequentemente o dever de ajudar os mais necessitados.
Odeio os oportunistas, os vigaristas que enchem os bolsos, fomentam a miséria quando obrigam o Estado a sobrecarregar de impostos os que trabalham para sustentar o que eles denominam de solidariedade.
O Estado é constituído por todos os que pagam impostos, excluindo os que “fogem” para os offshores.
Os governantes têm o dever de aplicar os dinheiros públicos na criação de emprego, fomentar o desenvolvimento do País e não o distribuir pelas IPSS que fazem aumentar a pobreza e que como abutres, pairam no ar, sobrevoando as carcaças dos mais necessitados.
Vejamos.
Os cidadãos sobrecarregados de impostos perdem o poder de compra de casa, veículos, vestuário, alimentação, férias, etc…
A perda de poder de compra não desenvolve o País, desencadeia falência e insolvências.
As falências e insolvências fazem aumentar o numero de desempregados e consequentemente o numero de carenciados.
As carências fazem aumentar o numero de pobres, sem abrigo, fome, violência, assaltos, tráfico, suicídios, homicídios e todos os tipos de actividades criminosas. É a Lei da sobrevivência.  
Os cidadãos devem exigir que o Estado aplique os dinheiros públicos, que lhes é confiado, na criação de emprego.
As IPSS devem ser dissolvidas ou os governantes devem ser impedidos de as subsidiar através do Orçamento de Estado.
Os cidadãos devem ser solidários de livre vontade se tiverem meios para o serem e não por imposição.
Este tipo de solidariedade imposta atira para a miséria milhares de cidadãos, enquanto os “solidários” vivem faustosamente e frequentemente somos confrontados com burlas e desvios de dinheiros públicos.  



sábado, 7 de maio de 2016

NÃO SOU HOMOFOBICO - PARTE II


NÃO SOU HOMOFOBICO.
PARTE II
No uso do meu direito de liberdade de opinião e expressão.
Disse a distinta deputada, e cito:
- «revela que o desenvolvimento dos afectos e da personalidade dos alunos e das alunas do Colégio Militar é proibido».
A senhora deputada entende como normal desenvolvimento de afectos e da personalidade as relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo e aos 11 anos de idade.
A MINHA EXPERIÊNCIA MILITAR.
Aos 17/18 anos de idade alistei-me como voluntário na Força Aérea Portuguesa.
Jurei amor a Deus e defender a Pátria.
Ensinaram-me o que era a honra, a dignidade militar.
Os Princípios Militares encontravam-se transcritos no RDM (regulamento de Disciplina Militar)
Dele constavam o artigo 13º, que regulamentava a actividade sexual entre indivíduos do mesmo sexo caso fossem “apanhados” no acto.
O artigo punia de igual forma o activo e o passivo, não diferenciando nenhum deles.
Para o activo era mais vergonhoso porque perante os camaradas podia ser considerado como passivo, (vulgo paneleiro).
A punição era transcrita na caderneta militar.
O ALTO DE PINA
O Alto de Pina era uma alcunha aplicada a um militar, ex. meu companheiro, que era natural do Bairro de Lisboa denominado com esse nome e segundo creio ainda existe.
O Alto de Pina era “bichona” com naquela época se designavam os gays dos tempos modernos.
O Alto de Pina tinha um “amigo” apelidado de Camarinha.
Um dia eu e o Alto de Pina  fomos destacados para fazer serviço de vigia à Base.
No posto de vigia, que ficava a mais ou menos quatro metro de altura do solo e onde existia um projector e uma metralhadora pesada, o Alto de Pina, desceu as calças do camuflado, debruçou-se sobre o parapeito da torre de vigia, abanando o traseiro em posição erótica, disse-me:
- E se eu me atirasse daqui abaixo?
Olhando para aquele “traseiro” branquinho respondi:
- Puxas já as calças para cima ou enfio-te o cano da metralhadora pelo rabo acima!
A metralhadora era uma FBP (fabrica de Braço de Prata)
Ou na pior da hipóteses atiro-te da torre abaixo.
Quando fui jantar disse ao oficial de dia que me recusava a fazer serviço com o Alto de Pina, dizendo-lhe a razão.
O oficial compreendeu e disse-me que ia resolver a situação.
Entretanto, o Alto de Pina foi jantar e o oficial de dia perguntou-lhe o que se tinha passado.
Com maneirismo afeminados o Alto de Pina disse:
- Meu Alferes, recuso-me a fazer o turno com o Nelson porque ele ameaçou que me enfiava o cano da metralhadora pelo “rabo acima”.
Pergunta o Oficial:
- O que é que tu fizeste para ele te ameaçar?
Nada! Meu Alferes! Sou lhe mostrei o rabo e ele não gostou!
Diz o Alferes:
- Vou retirar-te do serviço e vais fazer o turno com o Cameirinha.
- Estás de acordo?
Alto de Pina:
- Se estou!
- Muito obrigado meu alferes!
- Muito Obrigado!
- UI!!! Que noite eu vou ter!
A senhora deputada deve entender isto como um anormal desenvolvimento dos afectos e da personalidade de um jovem, ou então considerar que sou homofóbico porque recusei um acto sexual com um individuo do mesmo sexo.
Estou de tal forma baralho que já não sei quem são os anormais.
 
 

NÂO SOU HOMOFOBICO


Sobre um artigo publicado no Jornal de Noticias do dia 07 de Maio 2016 (pág. 16) sob o titulo “crianças tratadas como criminosas” lê-se que a senhora deputada do PS Isabel Moreira considera a resposta do Exercito “muito grave”, referindo-se ao “assédio sexual” entre alunos de 11 anos de idade a frequentar o Colégio Militar.

NÃO SOU HOMOFOBICO.

No uso do meu direito de liberdade de opinião e expressão.

O país em crise económica, em que um milhão vive abaixo do limiar da pobreza, uma em casa quatro crianças passa fome, setecentos e cinquenta mil desempregados, e milhares de sem abrigo, vem a senhora deputada discutir para a Assembleia da República “paneleirices” no bom sentido da palavra porque actualmente se designam por gay-ices.

Confesso a minha ignorância quanto e cito:

- « o assédio sexual pressupõem um crime praticado entre maiores de idade, uma pressão de tipo sexual não desejada exercida por uma pessoa sobre outra e cai no crime de importunação sexual»

Então os menores de idade não são pessoas?

A pedofilia não é uma pressão do tipo sexual não desejada exercida por uma pessoa sobre a outra?

Áh pois as crianças de menor idade não são pessoas!

- « é impossível que duas crianças de 11 anos se assediem e haja prática sexual»

A senhora deputada desconhece a realidade, mas não me cumpre esclarecê-la.

- « critica a instituição por considerar ilegítimo instaurar processo disciplinares com base no desenvolvimento natural afectivo e emocional de menores»

Desculpe! Desenvolvimento natural afectivo e emocional de menores?

Falamos de sexo entre menores do mesmo sexo, ou de desenvolvimento afectivo e emocional entre menores?

Áh sim! Não são pessoas!

A senhora deputada confunde desenvolvimento emocional e afectivo com sexo entre indivíduos do mesmo sexo.

A questão que se coloca é que se o sexo fosse praticado entre menores de 11 anos de sexo oposto, o caso não teria a relevância que tem, não era motivo para as comissões de inquérito, de discussão na Assembleia da República, nem relevante para os meios de comunicação social.

Do exposto resulta e fica esclarecido que o sexo entre indivíduos dos mesmo sexo é diferente e inerente a uma minoria. Por isso, os diferentes tem direito à diferença e as minorias protegidas da maioria.

Então porque falamos de homofobias?

Se os diferentes e as minorias tem o direito de se oporem aos diferentes (heteros) e à maioria então, no exercício dos mesmos direitos Constitucionais, as maiorias também se podem opor e criticar as minorias, sendo um “bom” exemplo os divergentes partidos políticos que constituem a Assembleia da República.

Será que criticar comportamentos emocionais, tendência politicas dos deputados que professam o socialismo, comunismo, a social democracia, é trata-los como criminosos (alguns até são) quando em minoria?




 

 

segunda-feira, 2 de maio de 2016

SOBRE A INSATISFAÇÃO DOS HOMENS COM O SEU PÉNIS.

SOBRE A INSATISFAÇÃO DOS HOMENS COM O SEU PÉNIS.
O pénis anda a dar dores de cabeça a muitos homens portugueses, insatisfeitos com o tamanho do seu órgão sexual, nem sempre por este ser demasiado pequeno, mas também há quem se queixe de o ter grande de mais.
O falo, o português, é a personagem principal do livro do sexólogo Nuno Monteiro Pereira, O Pénis - da Masculinidade ao Órgão Masculino, acabado de lançar pela editora Lidel.
Aconselho para se desfazer tabus e traumas sexuais.
Trata-se de investigações que revelam, por exemplo, como andam insatisfeitos alguns homens portugueses com o tamanho do seu órgão sexual.
Mesmo que em algumas situações não existam razões, outras há que as legitimam e exigem mesmo intervenções, do foro médico e psicológico.
O comprimento médio do pénis português é de 9,85 centímetros, quando flácido, e de 15,82 centímetros, em estado erecto.
Pelo contrário, o especialista deitou por terra "o mito popular de que os homens mais baixos possuiriam um pénis maior."
Os mais baixos contam com menos centímetros do que os altos.
Os mais gordos possuem uma dimensão peniana inferior aos mais magros.
O micro pénis, 6,2 centímetros flácido e 10,9 centímetros em estiramento.
O pénis pequeno, 6,3 e oito centímetros em flacidez e 11 e 13 cm em estiramento.
O pénis normal, entre 8,1 e 11,7 cm em flacidez e 13,1 e 17,2 cm em estiramento,
O pénis grande, entre 11,8 e 13,5 cm flácido e 17,3 e 19,4 cm em estiramento.
Pénis exagerados, ultrapassa os 11,6 centímetros em flacidez, e só se encontram em 4,8% da população (240 mil portugueses).
Em alguns casos, existe uma relação directa entre o grande volume peniano e a disfunção eréctil que convêm ser observada por um médico.
Em Portugal, existem 180 mil homens com micro pénis (3,6% da população), e 915 mil com o pénis pequeno 18,3%
Existem pénis em Portugal para todos estes tamanhos, mas apenas um 1% da população, cerca de 50 mil portugueses, possui um mega pénis, que muitos gostariam de não ter porque obriga a um maior fluxo de sangue o que, frequentemente reduz a erecção.
Nuno Monteiro Pereira esclarece que o excesso de dimensão peniana tem alguns inconvenientes.
O coito entre uma mulher com vagina curta ou estreita e um homem com o pénis volumoso pode ser difícil e bastante doloroso, especialmente para a mulher, o que é confirmado na minha pratica clinica com queixas de dispareunia (dor à relação) e coitorragia (sangramento à relação).
Nuno Monteiro Pereira deixa ainda neste livro outro número curioso:
- Mais de um quarto dos homens adultos portugueses já mediu o pénis erecto.
Mesmo que assim não fosse devem ter “orgulho” no vosso pénis porque a função é que importa.

Adaptado por
Nelson de Brito

Copilado de texto de
Sandra Moutinho*