sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

PORQUE QUEREM OS POLITÉCNICOS CONFERIR O GRAU DE DOUTOR?


PORQUE QUEREM OS POLITÉCNICOS CONFERIR O GRAU DE DOUTOR?
Sob o titulo escreveu a distinta Presidente do Politécnico do Porto, artigo descritivo e esclarecedor colocando a questão.
De seguida coloca quatro questões.
- Capricho, desejo de promoção fácil?
- Tem capacidade para tal?
- Quem avalia a competência?
- Qual a vantagem para o País?
Na minha modesta opinião não passa tanto por um capricho dos seus mentores, mas antes uma promoção fácil dos mesmos com objectivos claros de acesso a fontes de financiamento, (ordenados mais chorudos), posicionamento na comunidade académica e científica, como mais adiante transcreve a distinta presidente.
Nos últimos vinte e cinco anos Portugal tem conferido licenciaturas, mestrados, e doutoramentos que mais não são que títulos honoríficos cujos titulares não tem mercado de trabalho, sendo, a maioria, convidados a  desempenhar funções nas caixas dos Continente, em call centres, nomeados para cargos públicos, se provenientes das juventudes, ou obrigados a emigrar.
Discute-se a capacidade e a competência para os institutos ministrarem doutoramentos porque o conhecimento e o reconhecimento científico, seja Nacional ou Internacional, depende do instruendo e não advêm da atribuição de graus dos instrutores muitos deles cientificamente e até culturalmente incultos.
Os últimos acontecimentos tem mostrado que de facto a “doutorice” e a engenheirice  mais não são que características de um povo profundamente ignorante e acultural.
A distinta Dra. Engª Prof. digníssima presidente do Politécnico do Porto coloca a questão da dignidade como se esta fosse uma questão de atribuição de títulos doutorais ou engenheirais, fazendo presumir que quantos mais títulos maior é a dignidade do seu titular.
Por fim, interroga-se sobre se o país pode ou não desbaratar o valor e capacidades instaladas, quando pretende atrair investimento.
Fica-nos a dúvida se a distinta presidente do Politécnico do Porto tem por objectivo o desenvolvimento técnico/científico ou “aproveitar as instalações” e “atrair investimento.”
É que se assim for,  “aproveitar as instalações e atrair investimento,” não se vislumbra qual a necessidade e o interesse de conferir graus de doutor quando existem Universidade publicas e privadas que os conferem em demasia, sendo suficiente fazer uma matricula.
Cito a frase de Patrícia Cardoso (JN de 02.12.16, pág. 31 – Espaço do Leitor)
“ DAQUI A POUCO NÃO HÁ NADA QUE NÃO SEJA DA UNESCO. A BANALIZAÇÃO DO ÚNICO”
A elevada quantidade de títulos académicos atribuídos são de facto – A BANALIZAÇÃO DO ÚNICO, por isso mesmo e quando se me dirigem respondo que sou médico e não doutor.
Admiram-se!