segunda-feira, 17 de outubro de 2016

JUSTIÇA PORTUGUESA I UMA CONDENAÇÃO EXEMPLAR

Manuel, 30 anos de idade, toxicodependente, temível assaltante, encontra-se em prisão preventiva por ter realizado três assaltos violentos, um de 80 cêntimos, dois dos quais se desconhece o valor, mas que na sua totalidade renderam ao criminoso 14.00€. (Quatorze euros).
O criminoso chorou durante a audiência afirmando.
- Sozinho não consigo abandonar o vício!
Referindo-se ao facto de se encontrar detido porque preso está impedido de praticar assaltos, afirmou.
- Há males que vem por bem!
Em voz lancinante pediu ao Tribunal que o ajudasse, que o internassem num centro de desintoxicação e disse.
- Não deixem que eu seja um caso perdido!
Na cadeia pediu trabalho e frequentar a escola, ao que lhe responderam que não havia vagas.
Mas, Manuel afirmou perante o Tribunal.
- Na cadeia há com fartura cocaína, heroína e canábis.
Manuel entende que só consegue deixar a toxicodependência e aprender a viver se o ajudarem a uma cura séria.
Nas alegações, uma distinta procuradora do Ministério Público não manifestou sensibilidade com o arrependimento nem com o pedido de ajuda do Manuel e pediu uma pena de prisão efectiva.
O Manuel furtou 14.00€.
Quanto terá custado ao erário público o processo instaurado ao Manuel?
Ricardo, O Pai disto tudo, SEIS MIL MILHÕES, vive em Cascais.
Oliveira, TRÊS, DOIS MILHÕES, já se encontra na sua residência.
João, mais quatro amigos, TRINTA MILHÕES, foi julgado e condenado a pena de multa da qual recorreu.
Bavá, condecorado pelo ex. Presidente da Republica, DUZENTOS MILHÕES.
Banif DUZENTOS MILHÕES de dinheiros públicos investidos.
Valores que os portugueses estão a pagar, através dos seus impostos.
Por exaustivo excluiu-se outras burlas, não menos importantes, já transitadas em julgado e outras que se encontram em investigação prolonga.
Discursando na Suíça, perante milhares de imigrantes portugueses que, em consequência das burlas descritas, foram espoliados das suas poupanças, o Exmo. Senhor. Presidente da Republica Portuguesa, afirmou.
- Não somos pequenos! Somos um grande País! Um Povo Lutador, trabalhador, honrados, honestos o que são grandes verdades.
- Somos os “MAIORES.”
- Ganhamos o euro!
- Tivemos o Senhor Barroso a Presidente da EU.
- Temos o CR 7!
- Temos o Engº Guterres como Presidente da ONU.
Confesso que senti e sinto um orgulho incontido, mas pergunto-me sobre o funcionamento das Instituições como é a Justiça.
Entretanto, questionado sobre as poupanças subtraídas aos emigrantes o Exmo. Senhor Presidente respondeu efusivamente.
O Exmo. Senhor Ministro da Justiça devia propor ao Exmo. Senhor Presidente da ONU, actualmente um Português, que tão Distinta, sábia e exemplar justiceira, Procuradora fosse eleita para o Tribunal Penal Internacional.
Tenho apreço pelo Manuel, se me fosse permitido gostava de o ajudar a devolver os 14.00€ aos lesados e na cura da sua toxicodependência.