sexta-feira, 9 de setembro de 2016

“SI VIS PACEM, PARA BELLUM” traduzido, "SE QUERES PAZ, PREPARA-TE PARA A GUERRA"


O MURO DA ESTUPIDEZ
Artigo publicado no Jornal de Noticias (página 2 – David Pontes)
Embora me reconheça como um “refugiado” no meu próprio País, sem direito a subsídios entendo que os fugitivos das guerras, da miséria que assolam a humanidade, em especial os milhões de crianças e desfavorecidos, devem ser protegidos.
Por outro lado, penso que a estupidez política não reside na construção do MURO construído em CALAIS, mas nas guerras que os ocidentais fomentam com objectivos económicos altamente lucrativos como é o negócio de fabrico de material de guerra.
Concluindo, a ESTUPIDEZ humana fundamenta-se no desencadear das guerras, em que os MUROS mais não são que efeitos colaterais como são os refugiados e as vitimas mortais.
Outra estupidez é dizer-se que a gravidade dos problemas existentes nos treinos violentos? De preparação de tropas especiais, como são os comandos, ou as tropas de intervenção rápida, justificam  a suspensão dos cursos.
Pergunta-se se a guerra é ou não uma violência?
Os que produzem este tipo de afirmações ou são populistas, pacifistas ou desconhecem a essência e os objectivos da guerra, que mais não é que um mecanismo de defesa ou ataque onde um militar só podem contar consigo próprio.
Caso o militar não se encontre devidamente preparado para se defender ou atacar o “seu inimigo” coloca em risco não só a sua própria vida como a dos seus camaradas militares.
Os ignorantes de assuntos militares deviam retroceder ao tempo da guerra colonial que Portugal travou em África, na qual milhares de jovens, obrigados a cumprir serviço militar, perderam a vida por má preparação de combate, ausência de resistência física e armamento obsoleto.
Recordo que os militares da época eram enviados para a guerra com apenas 3 meses de treino militar, enquanto eu tive 9 meses.
Actualmente só é militar quem o deseja.
Entendendo-se que claudicam nos treinos militares por incapacidade física ou psíquica devem ser excluídos do serviço militar e não incorporados nas forças especiais.
Quer queiramos ou não o mundo está em guerra.
Guerra é Guerra e todo o militar, bem como os civis devem estar preparados para a enfrentar.
Deixe-mos os populismos e os cinismos.
Diz o provérbio latino atribuído a Publius Flavius Vegentius Renatus
Si vis pacem, para bellum” traduzido, "se quer paz, prepara-te para a guerra"