sábado, 27 de agosto de 2016

AS ILEGALIDADES NOS INSTITUTOS DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL (IEFP)


AS ILEGALIDADES NOS INSTITUTOS DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL (IEFP)
As ilegalidades cometidas no IEFP, desde há muito conhecidas, não se resumem unicamente a questões económicas e a fraudes praticados pelas empresas.
Um único inscrito nos Centros de Emprego pode frequentar estágios e formações  repetitivas em áreas de diferentes profissões, quando a hipotética formação teria obrigatoriamente de ser sempre realizada na mesma área.
Não faz qualquer sentido que um individuo frequente uma formação/estágio na área de carpintaria e decorridos uns meses frequente uma formação/estágio na área de hotelaria, ou que frequente uma formação linguística e faça um estágio como caixa de um supermercado.
São ás centenas os casos em que os supostos formandos/estagiários voltam à posição de desempregados.
Nesta dicotomia formação/estágio vrs desemprego, os anos vão decorrendo até que o desempregado atinge uma idade em que já não tem possibilidades de encontrar um local de trabalho para a sua subsistência.
É do conhecimento público que alguns funcionários, com conhecimento das chefias dos IEFP, beneficiam os seus “amigos” com múltiplas formações e estágios, em áreas diferentes, com a finalidade de lhes serem atribuídos subsídios.
Há casos de indivíduos que trabalham “no escuro,” até exercendo actividades ilícitas, aos quais foram atribuídos subsídios.  
O mesmo acontece relativamente às entidades patronais que “pagam luvas” para que os subsídios lhe sejam atribuídos e que depois não retribuem com as formações/estágios, não pagam aos estagiários, nem impostos, ou declaram insolvência.
Outra das ilegalidades é a pratica de alguns funcionários utilizarem nas horas de expediente os sistemas de comunicação telefónica e informática para  “viajarem” nas redes sociais e nos chatt.
Por outro lado, temos a fraude política no que concerne ás estatísticas relacionadas com os numero de desemprego.
Como é sabido os formandos/estagiários servem para diminuir o números de desempregados, assim como os trabalhadores sazonais.
Infelizmente a corrupção, o favorecimento ilícito, a fraude é inerente à crise social e moral que o País atravessa.
O mau exemplo tem inicio nas próprias chefias, nas nomeações políticas e nos dirigentes que “arquivam” as denuncias no fundo da gaveta, não dando conhecimento ao Ministério Público.
Entretanto, em 2015 foram gastos 200 milhões de € e 30.663 milhões até à data presente qoe sobrecarregam de impostos os honrados, honestos, idosos, inválidos contribuintes, perpetuando este nunca mais acabar de ilicitudes.
Havendo, como há múltiplas empresas que oferecem estágios e seleccionam profissionais para as múltiplas áreas, cabe perguntar porque razão não se extinguem os IEFP?
Porque razão não são os infractores confrontados com a justiça?