sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A NORMA VS O PENSAMENTO RACIONAL


A NORMA VS O PENSAMENTO RACIONAL
A norma imposta presume-se que segue uma elaboração racional do seu ou dos seus autores, que depois de homologada, regulamenta a sã convivência social.
No entanto, tem-se publicado normas que nos faz questionar a sanidade dos seus autores. São exemplos as novas normas do imposto sobre imóveis, do pagamento por conta e do pagamento especial por conta.
Sendo as normas impostas diferentes de País para País, de cultura para cultura, o incumpridor das normas não é necessariamente um “anormal” no sentido lato da palavra.
É frequente designar-se por “anormal” um individuo que padece de uma perturbação mental, o que, no meu conceito e conhecimento médico, é um adjectivo que não deve ser aplicado aos doentes mentais.
A aprendizagem, aquisição de conhecimento, as vivencias sócio/culturais,  modelam a nossa personalidade, desenvolvem pensamentos elaborados que permitem reagir de forma racional, por vezes emotiva, característica da sanidade mental.  
Bem diferente é o imbecil, cujo comportamento “anormal” traduz um deficit de racionalidade que se verifica na maioria das doenças mentais como na esquizofrenia, bipolaridade, traumatismos crânio/encefálicos, acidentes vasculares, degenerescência neuronal como no Alzheimer, consumo de álcool, estupefacientes e em algumas doenças sistémicas.
Deixa-se explícito que as doenças mentais tornam os seus portadores “anormais” por ausência de racionalidade e não por infringirem  as normas. Caso contrário, uma simples infracção ao código de estrada classificaria o seu autor como doente mental e por isso inimputável.