sexta-feira, 8 de julho de 2016

DELÍRIOS PARANÔICOS NUM DOENTE BIPOLAR

DELÍRIOS PARANÔICOS NUM DOENTE BIPOLAR
Crenças fortes, não verdadeiras, não compartilhadas por outras pessoas da mesma cultura e não facilmente modificáveis.
CASO CLINÍCO
BE, PARA OS AMIGOS ÍNTIMOS, era secretária eficiente e prestativa. Os superiores e colegas de trabalho valorizam muito sua contribuição.
No entanto, BE passa suas noites escrevendo “artigos” e comentários sem nexo, postando opiniões sobre doenças psiquiátricas sem qualidade científica, mas que lhe servem de desculpa para o seu comportamento.
Publica imagens sobre dietas para o emagrecimento, enquanto ela completamente obesa, tem tendência para obesidade mórbida.
Frequentemente afirma a existência de “anjos” sobrenaturais e humanos que a protegem. Que Deus abriu sua mente através do Sukyo Mahikari, reiki, hipnoterapias, mantras, tarot, reconexões, massagens tântricas, e que através disso lhe ensinou a cura da bipolaridade.
Incessantemente busca um centro de tratamento que utilize estes tipos de curas em todos os doentes mentais, para provar ao mundo que está certa.
Quando obtêm respostas, são evasivas, que servem para lhe extorquir dinheiro e abusos sexuais. o que a faz sentir incompreendida uma vez que entende que seria capaz de salvar todos os doentes mentais.
Frequentemente afirma que o mundo jamais saberá o quanto ela é maravilhosa.
BE, sofre de distúrbios delirantes megalómanos, persecutórios, eróticos e hipocondriacos.
Afirma-se e assume-se como dotada de poderes especiais e que, se autorizada a praticar esses poderes, poderia curar doenças, erradicar a pobreza, assegurar a paz mundial ou executar feitos extraordinários.  
Suspeita que todos, incluindo os seus colegas de trabalho, falam de si, riem-se à sua custa, que a estão a difamar e a elaborar grandes tramas para a perseguir.   
Nos seus delírios eróticos BE desenvolve fixações por uma pessoa qualquer, assedia através do seu local de emprego, redes sociais, telefone e vigilância furtiva.  
Embora não seja nenhuma beldade, julga-se deformada e feia. Está convencida que há algo de errado com seu corpo como a cor do cabelo, mamas pequenas, nariz desfasado, chegando mesmo a submeter-se a mamo e rinoplastia.  
Ainda não foi avaliada a hipótese de que os distúrbios delirantes possam constituir perigo para os outros, mas a experiência clínica sugere que por vezes são violentos, mas raramente comentem homicídio.
Os filhos, o cônjuge ou o companheiro são os que correm maior perigo no relacionamento com um indivíduo com distúrbio bipolar e delirante.