terça-feira, 17 de maio de 2016

SINDROME DE BURNOUT

SINDROME DE BURNOUT
Os doentes e os seus familiares entendem, frequentemente, que os profissionais de saúde são desumanos, insensíveis e que não sofrem com as patologias graves dos doentes.
Na presença de patologias graves, neoplasias, (cancros) e doenças psíquicas, por vezes tenho a sensação de não conseguir dar o meu máximo e o acompanhamento necessário.
O stress, a ansiedade, a impotência de não conseguir debelar o sofrimento deixa-me de “rastos” destrói-me fisicamente e “suga-me” a vida.
Reconforto-me na falsa ideia de que “não sou Deus,” o que não invalida a minha angústia quando a presença da morte sobrevoa a minha cabeça, especialmente quando o doente é jovem.
SINDROME DE BURNOUT
A dedicação exagerada à atividade profissional é uma característica marcante da síndrome de Burnout (to burn out), também denominado de síndrome do esgotamento profissional.
O portador avalia a autoestima pela capacidade de realização do sucesso profissional.
Necessidade de se afirmar com predominância de fazer tudo sozinho e de imediato, transformam-se em obstinação e compulsão.
Isolamento, fuga aos conflitos, perda do bom senso, do humor, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes.
Evitam o diálogo e dão prioridade aos e-mails e mensagens, (despersonalização).
As necessidades básicas como comer, dormir, lazer, contatos sociais, perdem o sentido e sofre desvalorização (anti socialização).
Vazio interior, indiferença, desesperança, sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante, conduz à fadiga, exaustão, esgotamento profissional, colapso físico, mental e à consequente depressão.
O portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema.
A vida perde o sentido o que requer ajuda médica e psicológica emergente.
Burnout é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação.
Diversos estúdios defendem que Burnout refere-se exclusivamente a uma síndrome relacionada à exaustão e ausência de personalização no trabalho.
Outros entendem como um caso especial da depressão clínica ou apenas como uma forma de fadiga extrema, omitindo o componente de despersonalização.
Os profissionais submetidos a níveis elevados de stress como policias, taxistas, bancários, controladores de tráfego aéreo, engenheiros, músicos, professores, artistas, jornalistas, advogados e médicos, podem ser mais propensos a desencadear Burnout.
Cordes e Doherty, num estudo de 1993, encontraram uma proporção mais elevada de casos de Burnout em médicos do que noutras actividades profissionais e concluíram que essa proporção é mais elevada nos que interagem intensa ou emocionalmente com os seus doentes.
Um estudo recente do Psychological Reports, refere que 40% dos médicos apresentam altos níveis de Burnout.
Sintomas:
Dores de cabeça (cefaleias), tonturas, tremores, falta de ar (dispneia), oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração e problemas digestivos.
Entendem agora porque razão os divórcios, o alcoolismo, e os suicídios são mais frequentes nos profissionais de saúde e especial entre a actividade médica?