sábado, 7 de maio de 2016

NÂO SOU HOMOFOBICO


Sobre um artigo publicado no Jornal de Noticias do dia 07 de Maio 2016 (pág. 16) sob o titulo “crianças tratadas como criminosas” lê-se que a senhora deputada do PS Isabel Moreira considera a resposta do Exercito “muito grave”, referindo-se ao “assédio sexual” entre alunos de 11 anos de idade a frequentar o Colégio Militar.

NÃO SOU HOMOFOBICO.

No uso do meu direito de liberdade de opinião e expressão.

O país em crise económica, em que um milhão vive abaixo do limiar da pobreza, uma em casa quatro crianças passa fome, setecentos e cinquenta mil desempregados, e milhares de sem abrigo, vem a senhora deputada discutir para a Assembleia da República “paneleirices” no bom sentido da palavra porque actualmente se designam por gay-ices.

Confesso a minha ignorância quanto e cito:

- « o assédio sexual pressupõem um crime praticado entre maiores de idade, uma pressão de tipo sexual não desejada exercida por uma pessoa sobre outra e cai no crime de importunação sexual»

Então os menores de idade não são pessoas?

A pedofilia não é uma pressão do tipo sexual não desejada exercida por uma pessoa sobre a outra?

Áh pois as crianças de menor idade não são pessoas!

- « é impossível que duas crianças de 11 anos se assediem e haja prática sexual»

A senhora deputada desconhece a realidade, mas não me cumpre esclarecê-la.

- « critica a instituição por considerar ilegítimo instaurar processo disciplinares com base no desenvolvimento natural afectivo e emocional de menores»

Desculpe! Desenvolvimento natural afectivo e emocional de menores?

Falamos de sexo entre menores do mesmo sexo, ou de desenvolvimento afectivo e emocional entre menores?

Áh sim! Não são pessoas!

A senhora deputada confunde desenvolvimento emocional e afectivo com sexo entre indivíduos do mesmo sexo.

A questão que se coloca é que se o sexo fosse praticado entre menores de 11 anos de sexo oposto, o caso não teria a relevância que tem, não era motivo para as comissões de inquérito, de discussão na Assembleia da República, nem relevante para os meios de comunicação social.

Do exposto resulta e fica esclarecido que o sexo entre indivíduos dos mesmo sexo é diferente e inerente a uma minoria. Por isso, os diferentes tem direito à diferença e as minorias protegidas da maioria.

Então porque falamos de homofobias?

Se os diferentes e as minorias tem o direito de se oporem aos diferentes (heteros) e à maioria então, no exercício dos mesmos direitos Constitucionais, as maiorias também se podem opor e criticar as minorias, sendo um “bom” exemplo os divergentes partidos políticos que constituem a Assembleia da República.

Será que criticar comportamentos emocionais, tendência politicas dos deputados que professam o socialismo, comunismo, a social democracia, é trata-los como criminosos (alguns até são) quando em minoria?