sábado, 7 de maio de 2016

NÃO SOU HOMOFOBICO - PARTE II


NÃO SOU HOMOFOBICO.
PARTE II
No uso do meu direito de liberdade de opinião e expressão.
Disse a distinta deputada, e cito:
- «revela que o desenvolvimento dos afectos e da personalidade dos alunos e das alunas do Colégio Militar é proibido».
A senhora deputada entende como normal desenvolvimento de afectos e da personalidade as relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo e aos 11 anos de idade.
A MINHA EXPERIÊNCIA MILITAR.
Aos 17/18 anos de idade alistei-me como voluntário na Força Aérea Portuguesa.
Jurei amor a Deus e defender a Pátria.
Ensinaram-me o que era a honra, a dignidade militar.
Os Princípios Militares encontravam-se transcritos no RDM (regulamento de Disciplina Militar)
Dele constavam o artigo 13º, que regulamentava a actividade sexual entre indivíduos do mesmo sexo caso fossem “apanhados” no acto.
O artigo punia de igual forma o activo e o passivo, não diferenciando nenhum deles.
Para o activo era mais vergonhoso porque perante os camaradas podia ser considerado como passivo, (vulgo paneleiro).
A punição era transcrita na caderneta militar.
O ALTO DE PINA
O Alto de Pina era uma alcunha aplicada a um militar, ex. meu companheiro, que era natural do Bairro de Lisboa denominado com esse nome e segundo creio ainda existe.
O Alto de Pina era “bichona” com naquela época se designavam os gays dos tempos modernos.
O Alto de Pina tinha um “amigo” apelidado de Camarinha.
Um dia eu e o Alto de Pina  fomos destacados para fazer serviço de vigia à Base.
No posto de vigia, que ficava a mais ou menos quatro metro de altura do solo e onde existia um projector e uma metralhadora pesada, o Alto de Pina, desceu as calças do camuflado, debruçou-se sobre o parapeito da torre de vigia, abanando o traseiro em posição erótica, disse-me:
- E se eu me atirasse daqui abaixo?
Olhando para aquele “traseiro” branquinho respondi:
- Puxas já as calças para cima ou enfio-te o cano da metralhadora pelo rabo acima!
A metralhadora era uma FBP (fabrica de Braço de Prata)
Ou na pior da hipóteses atiro-te da torre abaixo.
Quando fui jantar disse ao oficial de dia que me recusava a fazer serviço com o Alto de Pina, dizendo-lhe a razão.
O oficial compreendeu e disse-me que ia resolver a situação.
Entretanto, o Alto de Pina foi jantar e o oficial de dia perguntou-lhe o que se tinha passado.
Com maneirismo afeminados o Alto de Pina disse:
- Meu Alferes, recuso-me a fazer o turno com o Nelson porque ele ameaçou que me enfiava o cano da metralhadora pelo “rabo acima”.
Pergunta o Oficial:
- O que é que tu fizeste para ele te ameaçar?
Nada! Meu Alferes! Sou lhe mostrei o rabo e ele não gostou!
Diz o Alferes:
- Vou retirar-te do serviço e vais fazer o turno com o Cameirinha.
- Estás de acordo?
Alto de Pina:
- Se estou!
- Muito obrigado meu alferes!
- Muito Obrigado!
- UI!!! Que noite eu vou ter!
A senhora deputada deve entender isto como um anormal desenvolvimento dos afectos e da personalidade de um jovem, ou então considerar que sou homofóbico porque recusei um acto sexual com um individuo do mesmo sexo.
Estou de tal forma baralho que já não sei quem são os anormais.