quarta-feira, 6 de abril de 2016

CRÓNICA DE 06.04.2016 - AMOR E ÓDIO - OS TRAIDORES

CRONICA DE 06.04.2016
É na melancolia e solidão da existência que a mente desenvolve capacidades de criticas analíticas que não imaginamos possuir.
A imposição de as desenvolver impõe-se à vontade de as reprimir obrigando a que delas demos conhecimento.
À luz da Constituição da Republica Portuguesa (CRP) e dos Direitos Humanos, podemos denomina-las como LIBERDADE EXPRESSÃO.
AMOR e ÓDIO
Não há arte (música, cinema, teatro, opera, bailado, artes plásticas, poesia, prosa, etc.)  que não manifeste ou descreva o Amor, mas quase nada sobre o ÓDIO.
ANTAGÔNICOS/AGONISTAS
Sem ANTAGÔNICOS/AGONISTAS nunca teríamos a possibilidade de diferenciar entre:
- Deus e o diabo; Vida e a morte; Bom e mau; Bem e o mal; Noite e o dia; Sol e o Luar; Belo e o horrível; Alegria e a tristeza; Dor e o prazer; Saúde e a doença; Fome e a fartura; Riqueza e a miséria; Felicidade e a infelicidade; Doce e amargo; Verdade e a mentira; Justiça e a injustiça; Saber e a ignorância, etc.
Um nunca mais terminar de adjectivos antagônicos dos agonistas.
Na medicina existem os antagonistas farmacológicos, musculares, bioelétricos, etc., sem os quais era impossível o funcionamento dos organismos vivos.
Todos os antagônicos, sem excepção são admissíveis, desculpáveis e perdoáveis menos o ÓDIO.
O ÓDIO é um sentimento antagônico do agonista a que, no caso em apreço, podemos chamar AMOR.
O AMOR tem múltiplas formulas e manifesta-se sob muitas formas que por longas e do conhecimento geral é descabido enumerar.
Se acreditamos “cegamente” no amor, ele pode transformar-se em ÓDIO com a mesma intensidade que o AMOR ou ser-lhe superior, se acrescido de raiva e desejo de vingança, até à destruição total do objecto do nosso AMOR.
Em termos jurídicos, é do meu modesto entender que os magistrados e juízes tem a obrigação de investigar e analisar as causas que determinam praticas de actos odiosos, juridicamente puníveis, antagônicos do AMOR, como por exemplo os crimes passionais, infanticídio, fratricídio, parricídio, patricídio e matricídio.
Se tenho ÓDIOS? QUEM OS NÃO TÊM?
Odeio a corrupção, os políticos corruptos, a ausência de dignidade e honra, os imbecis que proliferam como mosquitos inquinados de doenças, alguns juízes e magistrados que destroem irremediável e impunemente vidas humanas (pais e crianças).
ÓDIO ENQUANTO ANTAGÔNICO DO AMOR.
ODEIO, todos aqueles a quem cegamente AMEI, eduquei, lutei, ajudei na saúde, na doença, que injustificadamente, penso eu, traíram toda a simplicidade e humildade com que sempre manifestei o meu AMOR.
O ÓDIO é superável, podendo ser contido e não conduzir a actos tresloucados.
A TRAIÇÃO MATA inexoravelmente porque o TRAIDOR, que era objecto do nosso amor e admiração, nos aplicou o beijo mortal sem aviso prévio.
JESUS foi pregado na cruz na sequência do beijo de um TRAIDOR, não por aqueles que o odiavam.
Desculpemos o ódio enquanto antagônico do AMOR, mas nunca desculpem um TRAIDOR.