sexta-feira, 18 de março de 2016

O DOENTE MENTAL E O ACOMPANHAMENTO FAMILIAR


O DOENTE MENTAL E O ACOMPANHAMENTO FAMILIAR

O acompanhamento familiar do doente mental é fulcral no equilíbrio comportamental e no evoluir da doença.

Famílias aculturais, com uma visão distorcida da doença mental impendem, por facilitismo, de forma continuada, que o doente atinja parâmetros de realização pessoal, ainda que limitados, suficientes para a sua relativa autonomia e garantes da sã convivência social.  

Na ausência de apoio familiar e na recorrência sistemática aos bruxos, defumadouros, cartomantes ou outras medicinas ditas “alternativas,” o exercício das terapias psiquiátricas é inglório, fazendo com que a doença se agrave de forma progressiva.

O apoio familiar é primordial na administração e controlo da medicação bem como impedir que o doente exerça comportamentos que lhe possam ser prejudiciais e consequentemente extensivos a toda a família.

Estes doentes tem uma tendência mórbida para atribuir a sua doença a terceiros afirmando que não é doente. Assim, auto suspendem a medicação o que lhe agrava a doença.

Por outro lado, nas fases depressivas, excedem as posologias cujas consequências são imprevisíveis e gravíssimas.

As intoxicação medicamentosa desencadeiam estados de letargia, sonolência, perdas de consciência, ausências prolongadas ao trabalho e a prestação de cuidados aos filhos menores.

Alguns padecem de inércia física e intelectual, negligência, desleixo pessoal e promiscuidade sexual.

Os doentes devem ser impedidos de aceitar indiscriminadamente “amizades” que lhes são propostas através das “redes sociais” porque é um “convite” a que se exponham, sejam vitimas de predadores, de burlas económicas, de criminosos conectados com o narcotráfico, tráfico de pessoas, raptos e crimes sexuais sobre menores.  

Os familiares tem a obrigação de impedir que os doentes frequentes, sozinhos, a vida nocturna, locais de consumo de álcool e estupefacientes.

Portadores de uma sexualidade distorcida, é crime desculpar, consentir a introdução de indivíduos desconhecidos, na residência familiar, para fins sexuais, que agravam irremediavelmente a doença pelo risco de agressões contra a integridade física, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejáveis e abusos sexuais de menores.   

A total ausência de imposição de regras de higiene, alimentação, de descanso são outros factores permissivos que conduzem inexoravelmente à degradação humana do doente.

É responsabilidade médica, deontologicamente obrigatório, dos direitos e interesses juridicamente protegidos, informar no sentido de prevenir, tentar diminuir o risco que correm estes doentes bem como os seus familiares em especial as crianças.

Cumprido o dever de informar a responsabilidade pelo bem estar do doente cabe exclusivamente aos familiares.

Desculpa-se a ignorância e as limitações de conhecimento cultural.

É indesculpável a imbecilidade dos que declinam a ajuda e que pela sua condenável e desumana conduta responsabilizam quem não devem.