domingo, 27 de março de 2016

ESTAMOS A PERDER A GUERRA CONTRA O TERRORISMO?

ESTAMOS A PERDER A GUERRA CONTRA O TERRORISMO?
Pergunta de opinião publicada num Jornal diário de cidade do Porto – Portugal, no dia 27 de Março de 2016, página 2.
Alguns dos opinantes não dizem que sim nem que não.
Na minha modesta opinião e do meu conhecimento militar digo que vamos perder.
O “terrorismo” que vivemos não é aquilo que nós queremos que seja, ou seja alguém que lança o terror e foge incólume.
O “terrorismo” que vivenciamos é uma guerra de guerrilha semelhante à guerra que nos anos 60, teve lugar em Angola, Moçambique e Guiné, mas muito mais bem organizada, sofisticada, destruidora e mortífera.
As selvas africanas foram substituídas por “selvas de cimento” (grandes e múltiplos edifícios) e o capim por locais de elevadas concentrações de pessoas (transportes, estações de transportes públicos, aeroportos, mercados, cinemas, estádios de futebol, centros comerciais, etc.) existente nas grandes cidades e onde tudo todos se confundem.
Os “guerrilheiros” não tem objectivos políticos, geopolíticos ou económicos, mas defendam princípios que os ocidentais entendem por retrógrados e arcaicos.
Os terroristas de outrora tinham ideais políticos e económicos, eram miseravelmente pobres, passavam fome, deslocavam-se a pé descalço, não tinham fardamento, bases de logística, usavam canhangulos, catanas, facas de mato e não armas sofisticadas ou bombas electronicamente comandadas.
Degolavam, esquartejavam, esventravam, empalavam, matavam “meia dúzia” de pessoas (mulheres e crianças) não se faziam explodir, fugiam para a selva até à realização do próximo “ataque,” o que dava maiores probalidades de defesa.
Não tinham meios de comunicação, ou de localização por meio de satélite que lhes permitisse localizar os alvos a abater.  
Não tinham telemóveis, internet, nem redes sociais para recrutamento.
Nós, tinham-mos logística, armas ligeiras e pesadas mais evoluídas, meios de transporte, comunicação via rádio, aviões, helicópteros, bombas de napalm, granadas, bazucas, bases militares e tropas bem organizadas, mas mesmo assim perdemos a guerra como os americanos no Vietname.
Na minha modesta opinião o maior problema da guerra de guerrilha actual é o recrutamento e o acolhimento dos “guerrilheiros.”
O recrutamento é feito através das redes sociais onde se apresentam como homens e mulheres “apetecíveis”, de França, Espanha, Costa do Marfim, Argélia, etc. solicitam “amizades” que “alguns” imbecis aceitam ao que se segue o acolhimento.
Mais grave ainda é que, visando o “engate”, quem os aceita facilita os seus dados pessoais e de quem os rodeia, utilizando, por vezes, os sistemas informáticos das empresas publicas onde exercem as suas actividades profissionais.
Estão “referenciados,” mas para já ainda não se conhece qualquer investigação, proibição do uso das redes sociais nos locais de trabalho de funções publicas, nem suspensão do exercício de funções.
Dizem que pode ser uma violação do Direito à Privacidade, o que se defende, mas eu e os meus concidadãos também temos esse mesmo Direito para além do inalienável Direito à Vida.
Esperemos que os procedimentos tenham lugar antes de nos surgir um qualquer “bombista” aqui mesmo à nossa porta.

Já denunciei e bloqueie um suspeito bem como a pessoa que aceitou a “amizade” pelo que aconselho que façam o mesmo.