quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

BÁRBARA GUIMARÃES/MANUEL CARRILHO - VIOLÊNCIA DOMÉSTICA PARTE VIII



 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
PARTE VIII
BÁRBARA GUIMARÃES VERSUS MANUEL MARIA CARRILHO
Face às “expressões utilizadas” pela meritíssima juíza Joana Ferrer, no processo de violência doméstica movido contra o ex-marido de Bárbara Guimarães, não se vislumbra a violação do dever de imparcialidade ou a existência de motivos “sérios e graves” que fundamentem o pedido de recusa da meritíssima Juíza pelo facto ter perguntado à apresentadora porque razão nunca apresentou queixa.
Entende-se por ridículo que o Ministério Publico entenda por discriminatório o facto da meritíssima juíza tratar por professor Manuel Maria Carrilho, e Bárbara Guimarães pelo seu nome próprio, excluindo-se que esta também seja professora, mestre, doutora, ou possuidora de uma qualquer “licenciatura” do Tipo Relves ou Sócrates.
Com o devido respeito, a senhora Procuradora devia ser afastada do processo porque ao afirmar que Bárbara Guimarães “não era obrigada a ir ao médico” manifesta ignorância jurídica e viola do dever de isenção.
É do conhecimento jurídico, Código Penal, que as ofensas à integridade física requerem avaliação médico/legal que as provem e avaliem as lesões que determinarão o grau da ofensa, em função do qual o agressor sofrera a pena correspondente.
É o médico legista que avalia e exclui a automutilação, determina a causa da morte, a intenção de matar e se a morte foi homicídio ou suicídio.
Os relatórios médico legais são obrigatórios, indispensáveis, meios de prova para a boa decisão da causa.
Bárbara Guimarães tem de justificar ao tribunal as lesões físicas, se as houveram, de que foi vitima e não ser dispensadas dessas provas como sugeriu a destinta procuradora e isto porque dá lugar à condenação de inocentes.
Parece-nos que o problema da apresentadora é a sua imagem pública, que a vergonha determinou o seu silêncio manifestando publicamente que tudo estava bem na relação com o ex-ministro da Cultura, mesmo quando em casa vivia aterrorizada.
Ora, se vivia “aterrorizada” devia manifestá-lo às autoridades, aos amigos ou separar-se, pelo que a meritíssima Juíza não pode nem deve ser acusada de violação do dever de imparcialidade por manifestar dúvidas quando declarou:
- “A senhora procuradora diz que não tem de se sentir censurada. Pois eu censuro-a! É que se tinha fundamento para se queixar, devia tê-lo feito.”
- “Preciso de provas.”
- “Causa-me alguma impressão a atitude de algumas mulheres, vítimas de violência, algumas das quais acabam mortas.”
- “Confesso que estive a ver fotografias do vosso casamento. Parece que o professor Carrilho foi um bom homem, até ao nascimento da Carlota e depois passou a ser um monstro.”
- “O ser humano não muda assim.”
As expressões em causa mereceram críticas dos mesmos do costume arautos da mentira, imbecis, parasitas sociais, oportunistas (APAV, UMAR, GAV, Associação Portuguesa de Mulheres Juristas) que visam condenar inocentes, na “praça publica,” só porque são do sexo masculino e como tal, as suas mentes criminosas, entendem que a meritíssima juíza Joana Ferrer não necessita de “provas,” ainda que seja do conhecimento público que objectivo de Bárbara Guimarães é que o julgamento seja feito por outro juiz.
Este comportamento jurídico é muito grave porque se pretende condenar, sem provas, um presumido inocente e Manuel Maria Carrilho pode requer o afastamento do próximo juiz utilizando os mesmos fundamentos.