sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A SEXUALIDADE DO DOENTE BIPOLAR.


DOENÇA BIPOLAR
Um dos capítulos do livro a ser publicado
A SEXUALIDADE DO DOENTE BIPOLAR.
A sexualidade é distorcida.
As perturbações são impulsivas, excessivas e de difícil prevenção.
A doente procura soluções para um problema sexual frequentemente inexistente e os sintomas mais visíveis são encarados como um problema da doença.
Na fase depressiva o sintoma mais visível é a diminuição do desejo sexual pela depressão, cansaço generalizado e pelos medicamentos.
As mulheres têm falta de lubrificação, incapacidade de atingir o orgasmo, uma baixa auto estima e um desinteresse que alastra a todos os parâmetros da sua vida.
Na fase maníaca pode haver uma exacerbação sexual.
O doente parece estar aparentemente normal e não encaram este comportamento como doença.
As infidelidades matrimoniais são frequentemente, registando-se elevado índice de Doenças Sexualmente Transmissíveis em consequência de múltiplos parceiros, em curtos espaços de tempo.
Tem-se registado gravidez indesejáveis, numero elevado de cancros do colo do útero,  infecções ( HPV, HIV, HB, HC, SÍFILIS, HERPES GENITAL, CONDILOMAS, VAGINITES POR BACTÉRIAS, FUNGOS, TRICOMONAS), que põem em risco a saúde do próprio doente, do seu companheiro e de todos com quem tem relações sexuais.
Assim, uma doença mental pode-se transformar numa doença infecto/contagiosa de graves repercussões, sendo, inclusive, um grave problema de saúde pública.
O companheiro que não consegue entender as infidelidades, o que desencadeia graves consequências emocionais nas relações afectivas.
Um companheiro desinformado culpa o doente pelas infidelidades.
Este comportamento obsessivo, afecta a vida familiar, registando-se um elevado índice de separações, crimes passionais como homicídio, duplo homicídio, infanticídio, homicídio seguido de suicídio, violência doméstica e uma preponderância para grupos de troca de casais.
A doença bipolar não é explicada pelas autoridades sanitárias, como tal é normal que se entenda que uma pessoa não pode ter tal comportamento sexual só por causa de uma doença.