sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A ESCRITA É UMA ARTE.


A escrita é uma arte.
Todas as artes procuram estabelecer um dialogo entre o autor e o seu publico.
Na pintura ou escultura a interpretação da arte  cabe ao observador, na música ao auditor e na literatura ao leitor.
Um escritor pode narrar factos da vida real, não sendo obrigatório que lhe sejam inerentes ou que os tenha vivenciado.
Pode escrever ficção segundo o seu imaginário e transportar o leitor para mundos inexistentes.
Exemplo são os contos para crianças que as transportam para o mundo dos sonhos.
Seguramente que não me revejo na “pele” de um autor, como por exemplo uma senhora que frequenta as redes sociais que se auto titula de escritora.
Muito do que escrevo, em especial os poemas, fazem parte das minhas vivências pessoais e profissionais.
No entanto, há temas que fazem parte do meu imaginário e por via disso mais não são que pura ficção.
O conhecimento literário, no caso presente, advêm-me do meu tempo de criança, (9.10 anos) jovem e estudante.
Havia uma editora denominada Europa – América, não sei se ainda existe, que editava uns livros de bolso, do tipo colecção, a preços muito acessíveis que fui coleccionando e dos quais ainda possuo elevado numero.
Para além disso, no liceu apreendia-se literatura Portuguesa e filosofia Greco Romana.
De resto, ler é-me inato.
Excluindo os que a memoria já não recorda, li:
Albert Camus – Calígula; a peste; O homem revoltado.
Jean Paul Sartre – A náusea; O ser ou Nada; A idade da razão.
Leon Tolstoi – Guerra e Paz; Os cossacos.
Há uma citação deste autor que me marcou de sobremaneira “ OS RICOS FAZEM TUDO PELOS POBRES MENOS DESCER DAS SUAS COSTAS”
Leon Uris – Mila 18.
Leon Wells – Para que a Terra não Esqueça.
Erich Maria Remarque – A Oeste Nada de Novo.
Caryl Chessman – 2455 A Cela da Morte; a Face Cruel da Justiça. Marcou a minha infância.
Boris PasternaK – Dr. Jivago.
Margaret Mitchel – Tudo o Vento Levou.
Shakespeare – O mercador de Veneza; Otelo; Romeu e Julieta; Júlio César.
Cervantes -  Dom Quixote.
Máximo Gorki – a mãe.
Ernest Hemingway -  As Neves de Kilimanjaro; Por quem os Sinos Dobram; O Adeus às Armas.
Kafka – O Processo.
Nicolau Maquiavel – O Príncipe.
Erasmus de Roterdão – O Elogio da Loucura.
Na Filosofia:
Descartes- O Discurso do Método.
Platão – A república.
Sófocles – Eléctra; Antígua.
Petrarca.
Sócrates.
Homero.
Aristóteles.
Hipócrates – como não poderia deixar de ser.
Kant.
Spinoza.
Cícero.
Plínio o Velho.
Séneca.
Friedrich Nietzsche.
Freud.
Escritores Portugueses.
Luís Vaz de Camões
Júlio Dinis – A morgadinha dos Canaviais; O Arco de Santana; Uma família Inglesa; Os Fidalgos da Casa Mourisca; As Pupilas do Senhor Reitor;
Eça de Queiroz – Os Mais; O Primo Basílio; O Crime do Padre Amaro; As Cidades e as Serras; O suave Milagre; As Farpas; A Relíquia; A Ilustre Casa de Ramires.
Camilo Castelo Branco – Amor de Perdição; A Queda de Um Anjo; O retrato de Ricardina; A Corja.
Fernando Namora – Retalhos da Vida de Um Médico.
Alves Redol – Gaiveus.
Miguel Torga – Bichos.
Fernando Pessoa – Heterónimos.
 
Escritores Portugueses Médicos.
Júlio Dinis
Fernando Namora
Egas Moniz
Amato Lusitano
Júlio Dantas
Garcia de Orta.
António Lobo Antunes.
Dos que não me recordo, peço imensa desculpa.
Che Guevara para além de revolucionário era escritor e médico, para que se saiba.
Estão excluídos a literatura técnica/científica inerente à minha actividade e especialidade profissional de ginecologista/obstetra, bem como os de Direito onde se inclui do Direito Romano.

Finalizando:
Estimada autora.
Apesar dos problemas que a fectam, cumpre informar que é da sua única responsabilidade a interpretação, que a sua perturbada mente possa dar ou dê aos textos publicados.
Niguém é feliz quando pretende construir a sua felicidade sobre a infelicidade dos outros.