sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

É PRECISO DETERMINAR O QUE VALE A VIDA HUMANA?


É PRECISO DETERMINAR O QUE VALE A VIDA HUMANA
Numa entrevista ao Jornal de Noticias do Porto, (30 de Dezembro de 2016, página 30/31) um destinto professor catedrático, candidato a Bastonário da Ordem do Médicos, afirmou. Cita-se.
- “ Há medicamentos que dão mais dois meses de vida por 500.000.00€. É exorbitante. É preciso determinar o que vale a vida humana.” – fim de citação.
Não sendo prof. Catedrático, coloco-me sérias reservas se entendi a afirmação.
Presumindo-se que a entendi, permito-me concluir que o destinto prof. Catedrático depreende que é exorbitante investir 500.000.00€, numa vida humana ainda que seja só por dois meses.
O destinto prof. desconhece que os médicos nem ninguém, excluindo Deus, pode determinar o tempo de vida ou o dia em que um individuo vai morrer.
Os fármacos, independentemente do seu valor, tem por função debelar a doença e assim prolongar a vida nem que seja por um dia ou um dia de cada vez como soi dizer-se.
A obrigação dos médicos, determina o Código Deontológico, é debelar o sofrimento e prolongar a vida, razão pela qual não lhes compete saber se uma vida vale 500.000.00€, ou 0.5€.
Seguindo o raciocínio de tão destinto prof. Catedrático, gastar 100€ mensais, 1.200€ anuais, por cada doente crónico diabético, hipertenso, hepático, gástrico, cardiológico, pulmonares, hematológico, neurológico, psiquiátrico, oncológico, ao fim de determinado tempo é exorbitante.
No seguimento do mesmo raciocínio são exorbitantes os meios complementares de diagnóstico e as intervenções cirúrgicas, que custam uma pequena fortuna por cada doente.
Porque desconhecemos quantos meses terão de vida os doentes internados nos cuidados paliativos e cuidados geriátricos pode-se afirmar a existência de gastos exorbitantes.
Então qual será a proposta de tão destinto prof. Catedrático?
Medica-se em função do preço do medicamento?
Se for muito dispendioso não se medica ou administra-se um placebo?
Medica-se em função da presumida esperança de vida?
Como se faz, a olhometro?
Olha-se para o doente e pensa-se: - Este só vai ter um mês e meio de vida portanto não se medica.
E se o doente não morre e sobrevive durante dois anos em sofrimento?
Desconheço em absoluto a idade do destinto prof. Catedrático, mas pela foto publicada aparenta cerca de 70 anos, e sendo-me permitido, com a devida vénia e respeito por tão estimada figura publica pergunta-se se V.Exa. é saudável.
É que não sendo pergunte-se se não será exorbitante investir na sua saúde, ou quanto é que vale a vida de V.Exa.
CARO PROFESSOR CATEDRÁTICO. A VIDA HUMANA NÃO TEM PREÇO!

 

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

ATENDIMENTO PRIORITÁRIO – O DIVERTIDO DAS LEIS PORTUGUESAS


ATENDIMENTO PRIORITÁRIO – O DIVERTIDO DAS LEIS PORTUGUESAS
DL nº 58/2016 – de 28 de Agosto de 2016.
Em Portugal publicam-se, diariamente, leis que por absurdas e ridículas mais não servem que para divertimento, fazem esquecer o essencial e vivenciar o supérfluo.
Na elaboração da Lei do Atendimento Prioritário, os legisladores fundamentam-se na Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência que foi adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 30 de Março de 2007.
Cita-se.
- “É dever das sociedades assegurar que as pessoas com deficiência ou incapacidade possam usufruir de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais na mesma medida que qualquer outra cidadã ou cidadão.” – Fim de citação.
Os direitos humanos e liberdades fundamentais já se encontram consagrados na Convenção Universal do Direitos Humanos pelo que não se vislumbra a utilidade deste conceito que até é passível de constituir uma discriminação ofensiva da dignidade da pessoa, como por exemplo.
-“ Deixa passar o velhinho, ceguinho, surdinho, mutiladinho, parilitiquinho, etc. que por lei tem prioridade no atendimento.”
Os legisladores dizem, e cita-se.
-“Tem-se comprovado uma acentuada discriminação do acesso das pessoas com deficiência ou incapacidade aos mais variados contextos da sociedade.” Fim de citação.
Que contextos? Nas filas dos Estádios de Futebol, da EDP, dos Correios, das empresas de telecomunicações, das finanças, dos Centros de Saúde, dos Tribunais, dos Centros de Emprego ou será só no contexto das caixas dos hipermercados?
Mais adiante legislam.
- “Deste modo, a promoção de uma sociedade inclusiva, com qualidade de vida, igualdade de condições e igualdade de todas as cidadãs e cidadãos.” Fim de citação.
Depois de dissertar e transcrever tão erudito tratado, os legisladores concluem.
Art.º 1 – DL nº 58/2016 – É obrigatório prestar atendimento prioritário às pessoas com deficiência ou incapacidade, pessoas idosas, pessoas acompanhadas de crianças ao colo e grávidas.”
Art.º3º - Dever de prestar atendimento prioritário
nº 1- Todas as pessoas, publicas e privadas, singulares e colectivas, no âmbito do atendimento presencial ao publico devem atender com prioridade sobre as demais pessoas.
a)      Pessoas com deficiência ou incapacidade.
b)      Pessoas idosas.
c)      Grávidas.
d)      Pessoas acompanhadas de crianças ao colo.
nº 2 - Para os efeitos estabelecidos no presente DL entende-se por.
a) – Pessoa com deficiência ou incapacidade, aquela que, por motivo de perda ou anomalia congénita ou adquirida, de funções ou de estruturas do corpo, incluído as funções psicológicas, apresente dificuldade especificas susceptíveis de, em conjugação com os factores do meio, lhe limitar ou dificultar a actividade e a participação em condições de igualdade com as demais pessoas e que possua um grau de incapacidade igual ou superior a 60% reconhecido em Atestado Multiusos.
b) – Pessoa idosa é aquela que tenha idade igual ou superior a 65 anos e apresente evidente alteração ou limitação das funções físicas ou mentais.
nº 3 – A pessoa a quem for recusado atendimento prioritário, em violação do disposto nos números anteriores, pode requerer a presença da autoridade policial a fim de remover essa recusa e para que essa autoridade tome nota da ocorrência e a faça chegar à entidade competente para receber a queixa nos termos do art.º 6º.
Os legisladores denunciam a existência de discriminação, que esta lei vai colmatar, quando eles discriminam ao diferenciar os cidadãos em cidadã e cidadão.
Os cidadãos tem serias reservas quanto à capacidade de esta lei modificar a sociedade tornando-a mais inclusiva, igualitária e muito menos melhorar a qualidade de vida.  
Não se vislumbra a que tipos de anomalia congénita ou adquirida, a que funções ou estruturas do corpo os legisladores entendem por susceptíveis de, em conjugação com os factores do meio, limitam ou dificultam a actividade.
Quais são ou serão os factores do meio que conjugados com as anomalias dificultam a actividade e qual a actividade afectada?
E se for sexual? Terá direito a tratamento prioritário?
As funções psicológicas podem estar afectadas mas não exteriorizadas presumindo que o afectado deve ser portador de relatório médico comprovativo da doença.
Será que o incapacitado terá de ser portador de um Atestado Multiusos que prove que o seu grau de incapacidade é igual ou superior a 60%?
E o que será um Atestado Multiusos?
Toma-se conhecimento que, para efeitos de atendimento prioritário, é idosa uma pessoa com idade igual ou superior a 65 anos.
Assim presume-se que o Exmo. Senhor Presidente da República (68 anos); Ex. Presidente Prof. Cavaco e Silva (77 anos); Dra. Manuela Ferreira Leite (76 anos) Eng.º António Guterres (67 anos) Dra. Leonor Beleza (68 anos); Eng.º Jerónimo de Sousa (69 anos), entre outros idosos da política, tem direito a atendimento prioritário.  
Com que idade gestacional é que as grávidas tem direito a tratamento prioritário?
Como se sabe que a mulher está grávida?
Será às 4 semanas, ou após já se observar que o ventre está dilatado? OLHOMETRO?
Se estiver grávida antes das 18/20 semanas de gestação, e não se observar dilatação do ventre, será que a gestante terá de ser portadora de boletim de grávida, ecografia ou teste da gravidez?
Há aproximadamente um ano tive uma namorada que engordou que nem um porco chino. (87 Kg) Não se encontrava grávida, mas tinha o ventre de tal forma dilatado pelos gazes, que nas caixas do hipermercado lhe davam prioridade, o que a incomodava de sobremaneira.
Art.º 6º Apresentação de queixas.
Dizem os legisladores que o lesado pode apresentar queixa no Instituto Nacional para a Reabilitação, (INR.IP)  para a Inspecção Geral, para a Entidade Reguladora ou a outra entidade a cujas competências inspectivas ou sancionatórias se encontre sujeita a entidade que praticou a infracção.
Presume-se que poucos ou nenhuns sabem o que é o INR.IP.
Os legisladores não indicam qual a Inspecção Geral, a Entidade Reguladora ou as outras entidades com competências inspectivas, mas também não é relevante porque os portugueses tem a noção que estas instituições mais não são que garantes de “tachos.”
Art.º 8º Contra-ordenações.
E se os demais cidadãos, presumidamente saudáveis, que se encontra em espera não permitirem que o incapacitado tenha atendimento prioritário?
E se o lesado requerer a intervenção policial terá de esperar pela unidade móvel da policia para tomar conta de ocorrência e lavrar o auto de noticia?
Os demais cidadãos, saudáveis, que impediram que o incapacitado tivesse atendimento prioritário terão de esperar pela policia? Poderão ser indiciados pela prática do crime de obstrução à realização de um direito fundamental? Qual o artigo do Código Penal que se aplica?
Art.º 9º Produto das coimas.
a)      60% para o Estado
b)   30% para a Entidade Administrativa que instrui o processo contra-ordenacional e aplica a respectiva coima.
c)      10% par o INR, I.P.
As coimas também se aplicam aos clubes de Futebol, EDP, Correios, empresas de telecomunicações, finanças, Tribunais e Centros de Emprego ou será só nos hipermercados?
O produto das coimas não prevê nenhum valor a favor do lesado?
Então qual é o interesse económico do lesado denunciar a violação do seu direito ao tratamento prioritário?
Entende-se que o mais viável e económico para os hipotéticos lesados é aguardar normalmente e com serenidade, como qualquer cidadão, pela chegada da sua vez, porque.
1.      Ninguém necessita da saber da sua incapacidade, ou semanas de gravidez.
2.      A sua privacidade não é violada.
3.      Não sofre injúrias nem incómodos dos demais cidadãos que se encontram em lista ou “fila” de espera.
4.   Não perdem tempo à aguardar que chegue as entidades policias ou apresentar denuncias por escrito evitando gastos com os Correios.
Os senhores legisladores conhecedores eruditos e supremos da Lei desconhecem que O CIVISMO NÃO SE DECRETA, ENSINA-SE, e por tais razões emitem bacoradas que pretendem transformar em leis que ninguém cumpre.
Nada surpreende, com excepção de ter sido o Exmo. Senhor Professor de Direito Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, digníssimo e distinto Presidente da República Portuguesa, a promulgar uma lei desta natureza.
Será que a leu? Duvida-se!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

INÉDITO! EM PORTUGAL JÁ SE EXCUTAM PENHORAS SOBRE AS REFEIÇÕES DOS DEVEDORES

Uma senhora tem uma dívida de oito mil e quinhentos euros.
O credor processou a dita, o que é licito, para  reaver o valor em dívida.
Como a senhora não tem valores garantes da liquidação da divida, o agente de execução tentou penhorar as refeições o que não conseguiu por oposição do Administrador da empresa onde a senhora exerce a sua actividade profissional.  
Entretanto, os lesados, digamos antes os extorquidos, pelos banqueiros do BES, do Banif, do BPP, do BPN, tiveram de aceitar propostas do Governo Português, que em nome da estabilidade económica e crescimento penaliza forte e gravemente os contribuintes para pagar as fraudes fiscais, lavagem e fugas de capitais perpetradas por vigaristas.
Os que aplicaram 100.000.00€, recebem 75.000.00€. – menos 25.000.00€
Se aplicaram 400.000.00€, recebem 250.000.00€ - menos 150.000.00€
No caso de terem aplicado 800.000.00€ recebem 400.000.00€ - menos 400.000.00€
Os pagamentos serão feitos em prestações e até 2019.
Não se consta que os Tribunais ou os agentes de execução tivessem penhorado a sopa do senhor Ricardo Salgado, do senhor José Oliveira e Costa, do senhor João Rendeiro e de outros burlões e corruptos que assolam o País, que vivem faustosa e alegremente nas suas mansões, alguns mantendo as mesmas regalias e vencimentos de quando eram banqueiros.
Porque penhorar a refeição não lembra nem ao diabo, este comportamento caracteriza bem os imbecis que proliferam em Portugal.
Na verdade, não restam duvidas que Portugal é um País suis generis com elevada capacidade para atrair investidores.
Nos casos de incumprimentos dos devedores os investimentos dos credores serão garantidos pelas sopas dos pobres.
FODA-SE!!!!!!!!
SERÁ QUE TAMBÉM SERÁ ASSIM NO BURKINA FASO? 


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

1143 – ANO DA FUNDAÇÃO DE PORTUGAL, CUJO FUNDADOR BATEU NA MÃE E FALTOU À PALAVRA DADA.

Em 1096, o conde D. Raimundo de Borgonha, o rei Afonso VI de Leão e Castela entrega o governo do Condado Portucalense ao conde D. Henrique de Borgonha, juntamente com a sua outra filha, a infanta D. Teresa, passando D. Henrique a ser conde de Portucale.
Em 1112, morre D. Henrique e sucede-lhe D. Teresa mãe de Afonso Henriques de Borgonha.
Em 1125, D. Afonso Henriques, um jovem de 14 anos, arma-se cavaleiro segundo o costume dos reis, e apoiado pela nobreza torna-se um guerreiro independente. Na época não existiam playstation 4, nem jogos de guerra, era mesmo a sério.
O Condado Portucalense era dependente de Leão e Castela, então regidos pela Rainha D. Urraca. que morre em 1127, sucedendo-lhe D Afonso VII que adopta o título de imperador de toda a Hispânia, procurando a vassalagem de todos os reinos, incluindo o Condado Portucalense.
Conflitos diplomáticos, a influência e o favorecimento que concedeu a alguns nobres galegos especialmente a Fernão Peres, que se presume ter um caso com D. Tereza, a indiferença para com os fidalgos e eclesiásticos portucalenses, dá origem à revolta comandada por D. Afonso Henriques.
Em 1128, Afonso Henriques é eleito chefe dos Barões que, temendo a influência galega o forçaram a bater na sua mãe. 
Em 24 de Junho de 1128, D. Afonso Henriques, em S. Mamede, próximo de Guimarães, dá uma grande tareia na sua mãe, exila-a e declara-se rei.
Encontramo-nos perante um crime de violência doméstica que nos dias de hoje a APAV levava ao conhecimento do Ministério Publico para punição do agressor e oferecia uma casa de acolhimento a D. Tereza.  
Afonso VII, cerca Guimarães, sede política do condado, e exige um juramento de vassalagem a D. Afonso Henriques.
Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques, dirigiu-se ao imperador e, à semelhança dos políticos portugueses que há 20 anos gerem Portugal, que prestam juramento nas tomadas de posse para cargos públicos, comunica-lhe, sob compromisso de honra, que D. Afonso Henriques jurava sob compromisso de honra cumprir com lealdade as funções para as quais estava nomeado.
Em 1131, D. Afonso Henriques desloca a capital para Coimbra e sente-se com força para destruir os laços que o ligavam a Afonso VII.
Em 1137, D. Afonso Henriques invade a Galiza, trava a batalha de Cerneja e sai vencedor.
Como Afonso Henriques não cumpriu o acordado com o seu aio, como os políticos actuais não cumprem com o seus eleitores, Egas Moniz, acompanhado da sua esposa e filhos, descalço e com uma corda ao pescoço, deslocou-se a Toledo, colocando ao dispor do imperador a sua vida e a dos seus familiares, como penhor pela manutenção do juramento de fidelidade de nove anos antes.
O imperador, comovido com tanta honra, perdoou e mandou-o em paz.
Mas o estatuto de independência carecia de reconhecimento, e foi no Torneio de Valdevez nas margens do rio Vez, em Arcos de Valdevez, que D. Afonso Henriques venceu os cavaleiros leoneses.
D. Afonso Henriques aproveitou a vitoria para cair nas boas graças da Igreja. Por intermédio do Arcebispo de Braga, D. João Peculiar, fez com que o Papa Inocêncio II aceitasse a sua vassalagem contra o pagamento de quatro onças de ouro por ano.
Quatro onças de ouro era muito dinheiro para a época mas D. Afonso Henriques não se inibiu de sobrecarregar de impostos os seus concidadãos através do IVA, IRS, IRC, PC, PEC, IUV, IUC, IMI e de outros impostos desconhecidos na época actual.
Em 5 de Outubro de 1143, o Arcebispo enviou o Cardeal Guido de Vico junto de Afonso VII, obtendo para D. Afonso Henriques o titulo de Rei, no tratado de Zamora. 
D. Afonso Henriques dirigiu-se ao papa Inocêncio II e declarou Portugal como tributário da Santa Sé, como acontece actualmente com a União Europeia a quem pagamos tributos.
Em 1179 o papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, confirma e reconhece a Portugal como reino independente e soberano protegido pela Igreja Católica.
Um país cujo fundador bateu na mãe, faltou à palavra dada, será alguma vez um País credível e com futuro?


RESILENTE

A COMPREENSÃO DO OUTRO NÃO É OBJECTIVA SEM A COMPREENSÃO DE NÓS PRÓPRIOS.
Escrevo o que sinto e o que me afecta em determinado momento.
As criticas “chovem” como um “aguaceiro” num dia de Verão.
Atribuem-me o ser portador de muito mágoa, respondo que talvez, mas vejamos.
Tive a oportunidade de ler um artigo  sobre o comportamento, com texto de Carla Mateus, publicado na página 58/60, Noticias Magazine de 07 de Agosto de 2016. «RESILIÊNCIA PARA QUE TE QUERO» do qual transcrevo as partes mas pertinentes e que se relacionam com o que escrevo e com a forma como me comporto no decorrer da minha vida.
Diz o autor.
- « O termo resiliente provem da física. Refere-se às propriedades que certos materiais tem de voltar à sua forma original seja qual for o impacto ou tensão que sofram». Será como um elástico que após a tensão volta sempre à sua forma original.
- «Resiliência é a capacidade de defesa e recuperação perante factores ou condições adversas. Ou seja a capacidade de uma pessoa lidar eficazmente com os problemas, superar obstáculos, resistir às pressões de situações adversas, transformando as experiências negativas em aprendizagens e oportunidades de mudança e crescimento pessoal»
- «O resiliente tem como principal característica elevada tolerância à frustração».
- «O resiliente aceita que a mudança é a norma e não a estabilidade».
- «O resiliente vê além das circunstâncias e encontra soluções ou oportunidades onde os outros vêem apenas problemas e obstáculos».
- «O resiliente acredita em si, nas suas capacidades e é responsável pelo que acontece à sua volta».
- «O resiliente não olha apenas para o lado positivo da vida afastando as emoções negativas (nunca afastei nem afasto). Vivenciam plenamente o que sentem em qualquer situação quer seja positiva ou negativa. (Bárbara Fredrickson no seu livro POSITIVIDADE).
- « Durante séculos o Povo Português foi resiliente, mas com o decorrer dos tempos deixou de exercitar essa competência, tornando-se um povo sem capacidade de resistência, de perseverança (tem calma como me dizem frequentemente), desiste cedo de mais, fica rapidamente cansado, e com capacidade de reacção muito lenta».
- «Para ser resiliente é fundamental procurar soluções em vez de ficar agarrado aquilo que já não se tem». (Lúcio Lampreia).

Na expectativa, talvez falsa, de que os meus amigos, os que me lêem, compreendam que para além de ser resiliente sou rebelde, contestatário, incisivo, muito crítico e que em mim não tem lugar grandes mágoas.   

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

POBREZA É UM NEGOCIO DA RIQUEZA

Em Portugal os pobres gostam de ser pobres e os ricos adoram ser solidários com os pobres que mais não são que a razão da sua riqueza.
Exploram a pobreza.
A solidariedade é descontada nos impostos.
Muitos recebem subsídios estatais para serem solidários. Chamam-lhes IPSS (Instituições Publicas de Solidariedade Social).
Assim podemos afirmar que a pobreza (solidariedade) é um grande negocio dos e para os ricos.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

GENOCIDO


Existem duas formas de genocido.
Uma pela força das armas, como em Alepo.
Outra pela força da fome, como em Portugal onde DOIS MILHÕES passam dificuldades (Jornal de Notícias 16.12.2016, página 8).
Onde está a diferência?
Qual será a mais de desumana?
Se me fosse dada a escolha preferia a primeira por ser mais rápida e com menor sofrimento.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO


O FARISEU era um ricaço obcecado pela sua própria virtude, do tipo Cristiano Ronaldo, Messi, Fábio Coentrão, Duarte Lima, Ricardo Salgado, Mota, Belmiro, Amorim e tantos outros que devido ao seu elevado numero são difíceis de nomear.   
PUBLICANO era, no tempo de Cristo, um humilde funcionário publico cobrador de Impostos, aos quais não podia fugir devido aos seus parcos rendimentos.
Não tinha contas nas offshores não era solidário, nem contribuía para as associações dos coitadinhos, não visitava crianças doentes nem lares de idosos. Não contribuía para a sopa dos pobres, misericórdias, bancos alimentares contra a fome, Ami, caritas e outras que tais que são difíceis de enumerar devido ao seu elevado numero.
Segundo reza a parábola, ao Publicano não foi erigida nenhuma estatua, nem existem ruas com o seu nome.
Dois homens, um FARISEU e outro PUBLICANO, subiram ao templo para orar.
O FARISEU.
- Ó Deus, graças te dou que não sou como este publicano, nem como os demais homens, que são ladrões, injustos e adúlteros.
- Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.
O PUBLICANO não ousava levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo. 
- Ó Deus, sê propício a mim pecador. 
De acordo com S.  Lucas 18:9-14, a história termina com a conhecida frase de Jesus. «Porque todo o que se exalta, será humilhado, mas o que se humilha, será exaltado.» (Lucas 18:14).
A questão não é a exaltação ou a humilhação, até porque todos querem ser exaltados e estão-se nas “tintas” se forem humilhados, desde que daí advenha uns euritos.
As burlas fiscais, as fugas e lavagens de capitais, destroem o bem-estar social e enriquece os criminosos.
Juros astronômicos que ganham sobre os valores que tinham de pagar de impostos e que não pagam.
Benefícios fiscais por contribuírem para as tais associações de apoio aos coitadinhos.
Sou um PUBLICANO na esperança que Deus me seja propício, mas sinceramente que, não sendo invejoso, não me importava de ser FARISEU do tipo Ricardo Salgado ou Cristiano Ronaldo.
E Vocês?


sábado, 10 de dezembro de 2016

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E MASOQUISMO


Qualquer semelhança com casos verdadeiros é pura coincidência.
Os nomes dos intervenientes são fictícios.
Miquelina das minhocas, de 44 anos de idade, com 87 Kg, e várias plastias, assumia-se como uma moçoila roliça e muito elegante.
Na maré baixa do leito do Rio Douro, dedicava-se à apanha de minhocas que numa fase posterior vendia aos pescadores à cana.
Conheceu o Manel dos anzóis, seu cliente de minhocas, pescador à cana.
Manuel dos anzóis era um homem esbelto e musculoso de ginásio, com 156 cm. 45 kg de peso. Um autentico Adônis!
Encetaram um namoro que terminou em união de facto, como sói dizer-se.
Decorrido um ano, passada que foi a euforia do amor, Miquelina das minhocas queixava-se que o Manel dos anzóis não a satisfazia sexualmente, já que possuía um pênis rudimentar.
As discussões por causa do sexo eram frequentes porque e sempre que desempenhavam o acto de vai e vem, Miquelina das minhocas impulsionava o Manel dos anzóis até ao tecto, que caía desamparadamente em cima da obesidade do ventre de Miquelina.
Miquelina das minhocas propôs ao Manel dos anzóis experiências com outros parceiros, reconexões e sexo tântrico ao que ele não se opôs.
No entanto estas experiências não solucionaram os problemas de Miquelina das minhocas, que propôs novas experiências, como algemas, chicotes para deslizar, dildos negros com dois pénis e rugosidades, mascaras e velas adquiridas na sexy shop.
Certo dia munidos dos “brinquedos” descritos iniciaram uma sessão.
Miquelina das minhocas foi algemada.
De seguida o Manel dos anzóis pega no chicote e fá-lo deslizar lentamente pelo corpo de Miquelina.
A certa altura, em êxtase, perdem a noção da realidade.
Miquelina das minhocas que tinha assistido ao filme “As cinquenta sombras de Gray” diz.
- Manel!
- Bate com mais força! (Prás!)
- Força! (Prás)
- Força Manel! (Prás! Prás!)
E o Manel bateu! Claro!
Miquelina das minhocas ficou com as costas e os nadegueiros a sangrar e com marcas do chicote.
No dia seguinte, após ter mostrado o dorso às suas colegas do emprego, Miquelina foi aconselhada a apresentar queixa de violência doméstica.
Dirigiu-se à Associação Portuguesa de Apoio á Vigarice que tomou conta da ocorrência, aconselhado a que recorresse ao sistema judicial.
Miquelina não seguiu a sugestão.
Na noite seguinte, Miquelina não disse ao Manel que tinha ido à Associação e que queria fazer sexo com as mascaras e os dildos.
Acontece que depois de uma noite sexualmente festiva, utilizando as máscaras e o dildo com dois pénis, Manel dos anzóis introduzi-os nos orifícios correspondentes.
Não sei se estão a entender?
Os dildos, besuntados com gel erótico, foram introduzidos suavemente, mas com o decorrer do entusiasmo e descontrolo, o Manel dos anzóis utilizou alguma agressividade tendo lesado os esfíncteres de Miquelina das minhocas, que dilatados provocaram dois dias de incontinência diarreica.
Á semelhança do anterior, Miquelina narrou o seu estado às colegas do emprego que, aconselharam a ir apresentar queixa de violência doméstica, violação e sodomização.
Mais uma vez Miquelina dirigiu-se à Associação, que lhe propuseram uma observação por cirurgia, medicina legal e lhe ofereceram uma casa de abrigo, paga com os impostos dos cidadãos.
Claro que Miquelina das minhocas sentia alguma relutância em se apresentar perante os médicos e as entidades judicias, porque tinha vergonha de narrar os factos.
Decorridos seis meses, Manel dos anzóis é notificado para se apresentar perante o Ministério Público, como arguido, acusado de violência doméstica, violação e destruidor de esfíncteres.
Manel dos anzóis bem que negou!
Protestou!
Descreveu a verdade dos factos afirmando e jurando, a pés juntos, que ela é que quis.
De nada lhe adiantou a sua contestação.
Na presença de três crimes públicos, violência doméstica, violação, e meter dildos onde não se deve, Manel dos anzóis foi julgado e condenado a cinco anos (não ânus) de prisão efectiva e a uma pensão de alimentos.
No momento actual Manel dos anzóis encontra-se a cumprir pena na cadeia de Custoias onde, segundo se consta, é ensinado que certas partes do corpo são única e exclusivamente para expelir e não introduzir, com a agravante de que as “aulas” são com dildos verdadeiros sem lubrificante.
A Miquelina, proibida de ir às minhocas, encontra-se na casa de abrigo para onde transportou os “brinquedos” aos quais vai dando alguma utilidade iludindo a vigilância das pregadoras da moralidade.
Pregadoras que fazem recordar o Movimento Nacional Feminino e a Legião Portuguesa do tempo da “outra senhora,” que não recebiam subsídios estatais e tempos em que os Tribunais investigavam estes crimes evitando a condenação de inocentes.
Moral da história.
A liberdade sexual não é tão livre quanto o suposto.
A utilização de dildos deve ser criteriosa.
A cada dildo, cada orifício.
As vigaristas (os) deviam ter os mesmos direitos perante a Associação de Apoio às Vigarices, mas não tem.



sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

PORQUE QUEREM OS POLITÉCNICOS CONFERIR O GRAU DE DOUTOR?


PORQUE QUEREM OS POLITÉCNICOS CONFERIR O GRAU DE DOUTOR?
Sob o titulo escreveu a distinta Presidente do Politécnico do Porto, artigo descritivo e esclarecedor colocando a questão.
De seguida coloca quatro questões.
- Capricho, desejo de promoção fácil?
- Tem capacidade para tal?
- Quem avalia a competência?
- Qual a vantagem para o País?
Na minha modesta opinião não passa tanto por um capricho dos seus mentores, mas antes uma promoção fácil dos mesmos com objectivos claros de acesso a fontes de financiamento, (ordenados mais chorudos), posicionamento na comunidade académica e científica, como mais adiante transcreve a distinta presidente.
Nos últimos vinte e cinco anos Portugal tem conferido licenciaturas, mestrados, e doutoramentos que mais não são que títulos honoríficos cujos titulares não tem mercado de trabalho, sendo, a maioria, convidados a  desempenhar funções nas caixas dos Continente, em call centres, nomeados para cargos públicos, se provenientes das juventudes, ou obrigados a emigrar.
Discute-se a capacidade e a competência para os institutos ministrarem doutoramentos porque o conhecimento e o reconhecimento científico, seja Nacional ou Internacional, depende do instruendo e não advêm da atribuição de graus dos instrutores muitos deles cientificamente e até culturalmente incultos.
Os últimos acontecimentos tem mostrado que de facto a “doutorice” e a engenheirice  mais não são que características de um povo profundamente ignorante e acultural.
A distinta Dra. Engª Prof. digníssima presidente do Politécnico do Porto coloca a questão da dignidade como se esta fosse uma questão de atribuição de títulos doutorais ou engenheirais, fazendo presumir que quantos mais títulos maior é a dignidade do seu titular.
Por fim, interroga-se sobre se o país pode ou não desbaratar o valor e capacidades instaladas, quando pretende atrair investimento.
Fica-nos a dúvida se a distinta presidente do Politécnico do Porto tem por objectivo o desenvolvimento técnico/científico ou “aproveitar as instalações” e “atrair investimento.”
É que se assim for,  “aproveitar as instalações e atrair investimento,” não se vislumbra qual a necessidade e o interesse de conferir graus de doutor quando existem Universidade publicas e privadas que os conferem em demasia, sendo suficiente fazer uma matricula.
Cito a frase de Patrícia Cardoso (JN de 02.12.16, pág. 31 – Espaço do Leitor)
“ DAQUI A POUCO NÃO HÁ NADA QUE NÃO SEJA DA UNESCO. A BANALIZAÇÃO DO ÚNICO”
A elevada quantidade de títulos académicos atribuídos são de facto – A BANALIZAÇÃO DO ÚNICO, por isso mesmo e quando se me dirigem respondo que sou médico e não doutor.
Admiram-se!  

 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

AINDA SOBRE A INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ

AINDA SOBRE A INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ
Nos últimos dois dias a comunicação social e os opinantes de serviço, não se cansam de dissertar sobre as IVGs.
A ignorância que manifestam sobre assunto de tão elevada relevância para a saúde das mulheres e sobre os Direitos ditos “legais”, na minha qualidade de ginecologista, excluindo grandes dissertações técnico científicas e para que se entenda, cumpre-me esclarecer.
GENOVEVA é uma libertina sexual que tem o Direito de utilizar o seu corpo como bem lhe aprouver.
Em dois dias teve actividade sexual com três indivíduos diferentes.
GENOVEVA ficou grávida e desconhecia qual dos três era o pai.
Por tal motivo recorreu, mais uma vez, à IVG, que frequentemente utiliza como método contraceptivo, correndo múltiplos riscos.
Após múltiplas IVGs, GENOVEVA ficou infértil.
Decorridos uns anos GENOVEVA queria ser mãe, como tem o Direito de o ser, entrou num programa de Reprodução Medicamente Assistida.
FAZ SENTIDO?
RISCOS DAS IVGs
Actualmente as IVGs podem ser interrompidas por fármacos, mas frequentemente não exclui a intervenção cirúrgica, porque ficam “restos” de produto de concepção dentro da cavidade uterina.
Uma intervenção cirúrgica no interior da cavidade uterina é um acto cirúrgico feito às cegas.
Como o cirurgião não vê os locais onde deve “raspar,” o acto é realizado por sensibilidade auditiva e táctil.
Simplesmente perigoso para a mulher e para o executor do acto.
PERFURAÇÕES UTERINAS.
Uma perfuração uterina pode implicar uma hemorragia violenta, um hemoperitoneu com a consequente cirurgia abdominal e por vezes uma Histerectomia total (ablação do útero) e a consequente infertilidade.
Esclarece-se que o facto de as mulheres serem submetidas à ablação do útero, mantendo os ovários, não é sinônimo de menopausa. Deixam simplesmente de menstruar.
“RESTOS” de produto de concepção dentro da cavidade uterina.
Por vezes, muitas, acontece que nas curetagens uterinas, quando necessárias, ficam resíduos de produto de concepção que não são detectados pelo médico nem pela ecografia.
Esse “produto,” altera-se, ao fim de alguns dias, podendo desencadear uma endometrite (INFECÇÃO DO ENDOMÉTRIO)
Uma infecção intrauterina pode desencadear uma infecção generalizada que pode levar à morte, ainda que em casos raros.
SINÉQUIAS
Múltiplas curetagens uterinas (raspagens) podem desencadear um processo de alterações da mucosa uterina e desenvolver SINEQUIAS (tecido do tipo cicatricial) que formam “pontes” entre as paredes do endométrio que funcionam como barreira mecânica à progressão do espermatozoide.
INFERTILIDADE
Essas sinequias são, muitas vezes, causas de infertilidade.
Para resolver esse problema as mulheres inférteis tem de ser submetidas a uma cirurgia, actualmente cirurgia histeroscópica.
Na minha qualidade de ex. perito médico-legal do Tribunal de Chaves e ex. aluno do 2º ano de Direito da Universidade Lusíada.
JURIDICAMENTE
DESPENALIZAR NÃO SIGNIFICA UM DIREITO.
Despenalizar significa que a violação de uma norma (lei) cuja prática era ilícita e punida, deixou de o ser.
Infere-se que as IVGs não são um Direito das mulheres, mas antes uma prática que era ilegal, mas que à luz da Lei actual já não o é.
PENALIZAR
É uma violação da norma o que constitui um ilícito susceptível de punição, como por exemplo a negligência médica grave ou grosseira. 
As mulheres têm o Direito de utilizar o seu corpo com bem entenderem onde se inclui as IVGs, que foram DESPENALIZADAS.
Mas, as mulheres não podem fazer IVGs sozinhas, tem de recorrer a um terceiro, como por exemplo a um médico.
Durante ou após o acto médico ou cirúrgico, as “coisas” correm mal.
A utente ou a família acusam o médico de negligência que se vê envolvido em processos judiciais, podendo ser PENALIZADO, com pena de multa, indemnização ou até com pena de prisão só porque satisfez o dito DIREITO das mulheres.
Quem recorre o do acto é DESPENALIZADO.
Quem pratica o acto pode ser PENALIZADO.
Que MERDA de Lei é esta?
Um Direito não é um Direito quando implica os Direitos de terceiros.
Um médico não tem a obrigação legal, moral ou qualquer outra de satisfazer um Direito das mulheres (IVG) ainda que esse Direito se encontre consagrado numa LEI.
O médico tem o Direito e a obrigação de defender e salvaguardar a vida.
Após as 12 semanas o embrião já não o é, mas antes um feto idêntico a um ser humano adulto, portanto uma vida que deve ser salvaguarda e defendida.
Quem elaborou a Lei é que devia ter a obrigação de praticar o acto, ou seja os “gajos” da Assembleia da Republica que aprovam Leis sem qualquer sentido.
Não se discute os Direitos das mulheres, discute-se o Direito à informação e educação sexual.

Frequentemente digo às minhas utentes para se precaverem porque as mulheres é que engravidam.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O PAPA, OS DIREITOS DAS MULHERES E O ABORTO

O PAPA, OS DIREITOS DAS MULHERES E O ABORTO
Acabei de ver na comunicação social que Sua Santidade o Papa, confere aos padres o Direito de perdoar as mulheres que praticam o aborto e os médicos que as “ajudam.”
No mesmo contexto uma senhora que foi entrevistada, expressando um olhar carregado de ódio, proferiu uma catadupa de palavras defendendo a liberdade sexual das mulheres, o Direito de fazerem o que muito bem entenderem com o seu corpo incluindo o Direito de abortar.
Quanto ao perdão da Igreja, ainda que católico não praticante, é-me indiferente e pouco valorizável.
Quanto ao aborto, digamos Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), por menos agressivo, não me é indiferente.
Aquando da discussão da legalização da IVG, na minha qualidade de ginecologista/obstetra, fui convidado pelo Exmo. Professor Doutor Pinto da Costa para várias palestras sobre o assunto.
À data defendia que é mais humano uma IVG, do que queimar, lançar no esgoto, deitar ao lixo, matar, ou abandonar uma criança.
Por outro lado, nessa altura eu afirma que dada à grande quantidade de métodos contraceptivos uma mulher só engravida se quiser, excluindo-se os casos de violações ou outras agressões sexuais.
Facilmente se deduz que a minha posição é neutra e por isso não sou objector de consciência.
O exercício da minha actividade profissional obriga, o código deontológico, a tratar as pessoas de forma humana e igualitária, neste caso as mulheres, independentemente do credo, da posição social e das ofensas que façam à sua integridade física sempre que recorram aos meus serviços.
No entanto, um médico pode recusar todos os procedimentos médicos ou cirúrgicos que entenda por prejudiciais a quem os solicita, que ofendam a sua moral, a sua ética a sua dignidade, ou a sua crença religiosa, mas tem o dever de salvaguardar a saúde e a vida seja ela embrionária, fetal, da criança ou do adulto.
Defendo a liberdade sexual, os Direitos humanos, onde se inclui os das mulheres.
Defendo o Direito que qualquer ser humano tem de fazer o que bem entender com o seu corpo onde se inclui o consumo de álcool, estupefacientes, as automutilações e até o suicídio.
As IVGs implicam sempre a intervenção de terceiros, médicos, enfermeiros, bruxos, abortadeiras e outros.
Embora as IVGs sejam um Direito das mulheres é um Direito dos terceiros recusarem tais procedimentos.
A mulherzinha confunde liberdade sexual, com gravidez, manifestando ignorância quanto aos riscos elevados que comportam as IVGs como a morte, ablação dos órgãos reprodutivos e infertilidade.
Da minha experiência clinica assisti uma mulher que já tinham praticado seis IVG e a muitos casos de graves complicações pós IVG.
As IVGs não são, nem devem ser, métodos contraceptivos!
Confesso que não entendi muito bem o ódio que a mulherzinha expressou frente às câmaras da televisão, mas que na essência quis dizer que as mulheres têm o Direito de fazer IVGs e que os terceiros (médicos, enfermeiros, abortadeiras, bruxos e outros) tem a obrigação de satisfazer esse Direito.



domingo, 13 de novembro de 2016

MEDITAÇÕES

Hoje, 13 de Novembro de 2016, enquanto observava o por do Sol na praia da Madalena, sei comigo a meditar, sobre.

Quando a vontade do ter suplanta a vontade do ser, mais não somos que umas marionetas manipuladas por sistemas económicos e políticos corruptos.
A miséria humana, na sua amplitude, reside na passividade com que aceitamos, sem sentido critico, as teorias que nos são impostas pelos “tolos.”
A vida seria muito mais agradável sem “tolos” que nos impõem normas “tolas” a que chamam Leis.
A liberdade e o livre pensamento são inexistentes porque se encontram condicionadas pelo poder económico e politico dos “tolos”
Quem tem a coragem de se opor a uma ideia “tola” do chefe corre o risco de perder o posto de trabalho.

No exercício de um cargo de nomeação politica quem tem a coragem de votar a aprovação de uma medida politica de esquerda, ainda que benéfica para os cidadãos, sendo-se de direita.
Alguém de direita é capaz de aprovar uma medida politica de esquerda?
Claro que não!
O egoísmo do “tacho” garante da sobrevivência nesta selva em que vivemos limita a liberdade de pensar e de agir.

Criei dependências materiais que me impedem de me libertar para outras paragens mais contemplativas.

Dizem que sou um pensador contestatário e inconformista. Serei?
Penso que me encontro impedido de ser um pensador conformista porque deixaria de ser um pensador, mas mais um, nesta amalgama de “gente,” que não pensa.

Da minha experiência médica observo que a vida é, por vezes, de tal forma insuportável que a morte é uma bênção.


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

AS MINORIAS VS AS MAIORIAS


 
Democraticamente pensa-se que as minorias devem aceitar as decisões das maiorias ainda que discordem.
No entanto há minorias que entendem que as maiorias devem submeter-se à sua vontade ou às suas formas de pensamento.
Exemplos.
- Se não se gosta de emigrantes é-se xenófobo.
- Se não se gosta de homossexuais é-se homofóbico.
- Se não se gosta de feministas é-se machista.
- Se não se gosta da esquerda é-se fascista.
A grande maioria dos povos não gosta de emigrantes, mas não se deve afirmar que são xenófobos.
Os milhões de humanos que habitam o planeta são heterossexuais, mas não se deve afirmar que são homofóbicos só porque não gostam de parceiros (as) do mesmo sexo.
Há milhões de homens que não gostam que as mulheres lhes ocupem o lugar, mas não se pode afirmar que sejam machistas.
Pode-se não gostar da social democracia, do socialismo ou do comunismo, mas não se pode afirmar que por via disso se seja fascista.    
Na Declaração Universal dos Direitos do Homem diz-se que todos temos direito à diferença pelo que é difícil de entender porque razão as minorias se manifestam publicamente injuriando e exigindo às maiorias que lhes sejam iguais ou até que os admita.
Parece-me que as minorias entendem que tem direitos que as maiorias não devem ter onde se inclui a liberdade de ser, de se expressar e de discordar o que se entende por  antidemocrático.
As minorias devem respeitar a vontade da maioria e esta admitir e respeitar o direito à diferença.

 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

CADA POVO TEM OS GOVERNANTES QUE MERECE. SERÁ?

Um País governando por Políticos que prestam falsas declarações sobre as suas habilitações académicas e são nomeados para o exercício de cargos públicos de grande relevância,   têm conexões e protegem os maiores burlões da história recente, penalizam os cidadãos através dos impostos, garantem o enriquecimento ilícito investindo dinheiros públicos em banqueiros vigaristas e em bancos que eles fizeram falir, provocam a pobreza em mais de um milhão de cidadãos, que condenam um “desgraçado” que roubou 14€, não é certamente um país que se diz Democrata e de Direito, mas antes um País de “famílias”  bem piores que as Calabrianas ou Cecilianas com o devido respeito.
Cada povo tem os governantes que merece! Será?
Que faz o Exmo. Senhor Presidente da República enquanto comandante supremo das Forças Armadas?
Decorativo?