quarta-feira, 28 de outubro de 2015

PERSONALIDADE - SERÁ QUE EXISTE NOS DIAS DE HOJE?

DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE
Capitulo do livro que me encontro a escrever e que se encontra em fase de revisão.
No desenvolvimento normal da personalidade o Ego deve ter a capacidade de modificar os impulsos proporcionando uma conduta aceitável entre as satisfações emocionais e os ideais éticos.
Desta maneira, o ego dirige o comportamento para compromissos socialmente aceitáveis.
O requisito primário do processo transaccional exigido para o desenvolvimento da personalidade é a aprendizagem de atitudes e acções satisfatórias aceitáveis, planeáveis para controlar e modular os estados afectivos.
Os estados afectivos são a consequência de um longo processo de socialização que permitem o progressivo desdobramento e diferenciação.
Todos conhecemos os afectos sincronizados do interesse, da excitação, da alegria, dos estados motivadores distónicos e adversos da angústia, do medo, da vergonha, da culpa, do enfado, da cólera, do desprezo, do amor, da ternura, da compaixão e da tristeza.
Estes estados afectivos motivadores e conflituantes afirmam-se no interior da personalidade com características predominantes de curiosidade, jovialidade, apreensão, desdém e ódio.
Podem ainda estabelecer atitudes transitórias ou duradouras de inveja, ciúme, confiança e coragem.
O ego forte e sadio caracteriza-se pela integração construtiva dos impulsos, assegura o seu controlo de uma forma consciente, manipula eficazmente as tensões através da razão e da circunspeção.
Manípula racionalmente as exigências da realidade social.
O indivíduo portador de um Ego bem desenvolvido, forte e maduro, demonstra flexibilidade na presença de tensões.
O ego forte e sadio não recorre a defesas inflexíveis e repetitivas o que o distingue dos neuróticos, psicóticos ou com alterações do carácter.
O portador de um ego subdesenvolvido padece, frequentemente, de desintegração da personalidade e é incapaz de suportar a contínua repressão que o meio social constantemente lhe impõe.
Tal indivíduo poderá apresentar alterações mentais e defeitos do carácter.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

PARA QUEM GOSTA DE POESIA. II

SENSIBILIDADE OU INSENSIBILIDADE?

Caminhava eu, absorto
Nas minhas cominações e desilusões
Que ultimamente me atormenta a alma e o pensamento  
Que quase fizeram de mim um morto.
Entretanto, aquela jovem
Que atravessava o jardim
Vem junto de mim
Dizendo:
- Dr. Tinha razão
Tenho um tumor! Vou morrer?
Fitei-a no olhar
Estávamos a lacrimejar.
Confortei-a.
Dei-lhe um mimo.
Afaguei o seu rosto.
Ainda que não o sentisse
Dei-lhe um sorriso de conforto
Ela chorava,
Eu não podia fazer mais nada
Não chore, fique tranquila
Deixe vir o resultado da anatomia.
Vergada pela dor
Caminhou deambulando
Como que embriagada
Chorando.
Caminhei em direcção à minha consulta
Pensando:
-  A vida nada vale é uma luta!
- É uma filha da puta!
Agora aqui repousado
Olho o mar parado
Os cargueiros a navegar
Eu a meditar, a olhar
O Sol pôr
Tentando esquecer a dor
Daquela jovem e a que me atormenta
Pela ausência do amor
Que já não tenho
Quero esquecer.
A ingratidão
Não cabe no meu coração.

Madalena 12.10.2015


domingo, 11 de outubro de 2015

MAIS NÃO SOU QUE MULTIPLOS CÓDIGO DE BARRAS

QUEM SOU EU?

Não sei
Não sou.
Não existo
Mais não sou
Que um cartão
De registos.
De cidadão,
De contribuinte,
De beneficiário de nada,
Da segurança social, que não segura.
De carta de condução,
Do Nib,
Dos códigos do multibanco,
Da Ordem,
Do club,
Da apólice,
Da Fnac,
Dos mercados
Dos descontos,
Do Pingo Doce e Continente.
Sou gente?
Não!
Sou, nadas!

Com múltiplos códigos de Barras.