sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

NATAL! QUE NATAL?

CRONICA DO NATAL
O Natal mais não é que uma festa litúrgica de cariz católico Romano, que em nada se relaciona com o nascimento de Jesus Cristo (natividade) até porque não existem registos nem escrituras apostólicas que nos indiquem a data do Seu nascimento.
Entre os pagãos, em homenagem a Saturno, deus da agricultura. celebrava-se o solstício de inverno que ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador.
Embora a data não seja a mesma todos os anos, pode-se dizer que ocorre normalmente por volta do dia 22 de Dezembro no hemisfério norte e 21 de Junho no hemisfério sul.
Alguns escritores cristãos primitivos ligaram o renascimento do sol com o nascimento de Jesus. Por decreto do Papa Júlio I, no ano 350 d.C. (seculo III) o Natal passou a comemora-se em 25 de Dezembro como sendo a data do nascimento de Jesus Cristo em substituição da veneração ao deus sol.
O Natal mais não era que um pinheiro, um presépio e a reunião das famílias á hora da ceia, composta pelos visavós, avós, pais, filhos e netos. Por vezes reunia mais de 50 pessoas.
Após o século XXI, o Natal perdeu o cariz sócio/religioso e familiar para se transformar num evento de interesses puramente económicos, numa dicotomia do dou-te, mas espero que retribuas.
CONTO DE NATAL
Era uma vez um jovem pai de três filhos.
O Natal era celebrado com a família composta pelas avós, os pais e as crianças.
Por vezes aparecia um ou outro familiar com os seus filhos.
A ceia era composta por batatas com bacalhau, ovo e penca, bem regadas com azeite.
Após a ceia seguiam-se as iguarias como as rabanadas, o leite creme, a aletria, as filhoses, os pinhões, as nozes, as uvas passas, os figos secos, o bolo rei e o pão de ló, Enfim! Um nunca mais acabar.
Após a jantarada as crianças, ansiosas, ficavam por ali a brincar até à hora de abrir e repartir as prendas, enquanto os adultos bebiam um café, um cálice de vinho do Porto e fumavam um cigarro que à data não se suponha que o fumo matava quer o fumador quer os que lhe estavam próximos.
Distribuídas as prendas era ver a satisfação e o contentamento dos petizes.
O Jovem tornou-se muito mais adulto e as crianças tornaram-se jovens desvalorizando o espirito de Natal, mas valorizando cada vez mais as “prendas”.
Incompatibilidades culturais desencadearam um mau estar entre o casal que terminou em divorcio.
No entanto, aquele pai sempre festejava o Natal conjuntamente com os seus filhos e cuidou da sua ex-companheira em situação de doença muito grave.
Filhos que constituíram família, mas mantendo um relacionamento salutar com o seu pai.
Entretanto, aquele jovem foi conhecendo e “namorando” outras jovens na busca constante de encontrar a mulher “ideal” que o fizesse feliz.
O seu caminhou cruzou-se com uma jovem, vinte anos mais nova, proveniente de uma família humilde de parcos recursos sócio económicos e culturais.
Viveram em união de facto durante doze anos e da relação nasceu um lindo menino.
Chegados aos doze anos de vivencia em comum, tinha o menino sete e a jovem quarenta anos, ela diz que a relação não dava sem apresentar qualquer argumento que justificasse a sua decisão.
Dada a sua forma liberal de estar na vida ele anuiu de forma cordata, mas perguntando-lhe como se faria com o menino quando ela fosse trabalhar, porquanto tem uma actividade profissional por turnos nocturnos, diurnos e fins de semana.
Ela respondeu que o filho era seu e que quando fosse trabalhar entregava a criança a quem muito bem entendesse.
Ele moveu um processo para regulação do poder paternal que decorridos oito anos ainda não se encontra solucionado.
O pai do menino foi submetido a todas as formas de violência física e psíquica pela mãe, pela sua advogada e pelo seu suposto companheiro proveniente da noite do Porto e do submundo do trafico e do consumo de estupefacientes.
O Pai das quatro crianças pediu ajuda aos três mais velhos que eram já adultos.
O mais velho disse que não ia testemunhar quer a favor do pai quer a favor do irmão. No entanto, ainda foi uma ou duas vezes a tribunal testemunhar o comportamento do seu progenitor enquanto pai.
A segunda foi a tribunal testemunhar contra o seu pai e contra o seu irmão a favor da mãe do menino. Testemunhou contra o seu pai (o que surpreendeu a juíza) numa acção movida contra a advogada da mãe que transcreveu numa peça processual que o pai é portador de uma doença patológica genética.
A terceira incompatibilizou com o pai porque este discordou do facto de ela não liquidar as prestações dum financiamento sobre um veículo em que é fiador.
Desde então este pai perdeu o contacto com os seus filhos mais velhos e há três Natais que não existe qualquer conceito de Natal, ou seja, uma vivência de contexto familiar.   
O mais novo fica com o pai ora na noite de Natal, ora no dia do Natal transmitindo momentos de elevada felicidade mesmo sem ser Natal.
Dada à existência da elevada quantidade de amizades que este pai conquistou ao longo da sua vida foram inúmeros os convites de outras famílias para uma ceia de Natal tendo ele aceite um deles.

Quem não tem espirito diário de Natal não é certamente que o vai ter no dia 24/25 de Dezembro de cada ano e por isso mesmo entendo que o dia de Natal mais não é que uma farsa e uma hipocrisia.