terça-feira, 16 de junho de 2015

A JUSTIÇA EM PORTUGAL E O HOMEM QUE MATOU A ADVOGADA.

Acabei agora mesmo de assistir a um julgamento em que o arguido, por acaso advogado de uma das partes, estava acusado do crime de injuria.
Todos os factos foram provados, por dois outros advogados, por uma meritíssima juíza, por um procurador e demais testemunhas.
O arguido (advogado) foi dispensado da leitura da sentença vá-se lá saber com que fundamento mas faz presumir que apresentou atestado médico ou a dispensa deve-se ao facto de ser advogado.
Solenemente a meritíssima juíza dita partes da sentença:
"Pelas provas e os testemunhos apresentados, não restam dúvidas a este Tribunal que o arguido cometeu o crime de injúria mas e atendendo às circunstâncias em que foram produzidas, dentro duma sala de audiências o que é muito grave, vai absolvido. Custas pelo assistente".
Dentro de uma sala de audiências, um advogado insinuou que uma juíza era parcial, desonesta, incompetente, tripudiar a letra e o espírito da Lei, ditou para a acta que "a bem dizer, salvo o devido respeito, a meritíssima juíza não acerta uma decisão"
Este advogado teve de apresentar desculpas públicas e pagar 1.000€ à meritíssima juíza.
Conclusão:
Em Portugal há cidadãos de primeira e de segunda.
Há cidadãos que estão acima da Lei.
Os critérios legais e as Leis não são iguais para todos.
Os advogados podem injuriar sejam quem for dentro das salas de audiências conquanto não injuriem as senhoras juízas.
O "contexto" absolve muita gente menos os cidadãos comuns.
Simplesmente vergonhoso.
Como o assistente naquele processo não têm tendências homicidas não vai proceder como o "Homem que matou a advogada."
Porque não se encontra incapacitado no seu discernimento e não é portador de outra qualquer doença onde se inclui as genéticas, vai recorrer para a relação.
Este é o Portugal Profundo, onde nada falta, nem a crise.
Melhor só no Borkina Faso. com o devido respeito.