quarta-feira, 8 de abril de 2015

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA SOBRE AS CRIANÇAS - PORTUGAL

Nos últimos três anos ando investido em “investigador” (presunção) numa tentativa de publicar sobre os Tribunais de Família e Menores e crimes de violência doméstica sobre as crianças.
Numa revisão encontrei o que ora transcrevo.

C. L. da UMAR, (União das mulheres alternativa e resposta) afirmava, numa entrevista que “Acha importantíssima a prevenção que se tem feito nas escolas.” “Temos um projecto que vai às aldeias e que tenta passar a informação de que podemos ajudar as mulheres a arranjar soluções respeitando a liberdade e decisão de cada uma.”

Que Escolas? Que aldeias? Que informação? Que intervenção? Que prevenção? Que liberdade?
Poder-se-á presumir que a distinta doutora se deslocou às escolas e perante os adolescentes dissertou sobre a interrupção voluntária da gravidez e sobre os crimes de infanticídio?
Não falemos das aldeias porque e como sabemos estão completamente desertas.
Manifesta uma ignorância atroz da realidade.
As Interrupções volutárias da gravidez são praticadas pelas mulheres com idades que oscilam entre os 20 e os 45 anos.
Os crimes de infanticídio ocorrem entre as idades maternas de 25 e os 40 anos.
Portanto não se encontram em idade escolar.
Tais crimes tem por base condições sociais, económicas, culturais associados a estados depressivos, angustias, e outras psicopatias difíceis de diagnosticar antes da prática do ato.
Ainda se poderá presumir que a distinta doutora defende que os crimes de infanticídio praticados pelas mulheres não devem ser punidos porque deve-se sempre respeitar a liberdade de decisão de cada uma que em consciência possa decidir o que realmente deseja para a sua vida.”
Mata-se um ser humano em desenvolvimento na sua vida intra uterina e indefeso porque tem de se respeitar a consciência e liberdade de decisão de quem o transporta no ventre o que não constitui crime, ainda que tal decisão consciente implique a vida de um inocente atirando para uma lixeira.
Brilhante por macabro.
Afirmações impróprias de uma psicóloga que representa uma instituição que se diz contra a violência doméstica.