quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A SENHOR MERKEL E OS LICENCIADOS PORTUGUESES

A Chanceler Alemã disse em 05.11.2014, que Portugal e Espanha têm demasiados licenciados, e defende o ensino vocacional.
Desconhecesse em absoluto o fundamento que leva a senhora Ângela Merkel a produzir tal afirmação.
Presume-se que e para além de mandar na economia dos países da dita União Europeia, também manda no ensino em Portugal.
No entanto dou-lhe inteira razão.
De facto, desde há 30 anos atrás, Portugal mais não é que um país de Doutores e Engenheiros.
Em Portugal há doutores e engenheiros para todos os gostos e "feitios," em cursos, ditos "superiores" que ninguém sabe o que são, nem para que servem.
Por via disso Portugal é dos Países da União Europeia com a maior taxa de "licenciados" no desemprego.
Após o revolução dos "cravos" desmantelou-se com o ensino técnico profissional como por exemplo nas áreas da mecânica. eletromecânica, eletricistas, carpintaria, serralharia, canalizações, pedreiros em granito, jardinagem, comerciais, etc..
O País gostava, ainda gosta, das capas e batinas, das praxes académicas sem qualquer sentido, e das "doutorices"
Por tais razões é que temos um grande maioria de doutores e engenheiros burros, imbecis que "gerem" a dita "crise" e colocam Portugal num dos País mais pobre da Europa. 
Os "espertos" deram ao Povo (inculto) aquilo que o Povo queria.
As universidades, faculdades, cursos "superiores" proliferaram como cogumelos para enriquecimento de alguns e o empobrecimento de muitos que agora estão no desemprego após terem gasto pequenas fortunas.
Acalma-se os críticos.
Na verdade sou médico especialista em ginecologia/obstetrícia, perito médico legal e frequentei Direito, mas antes fui "aprendiz" de relojoeiro, balconistas, empregado de escritório, aluno da escola comercial onde frequentei um curso técnico profissional, militar, controlador de fabrico de tempos, métodos e qualidade, técnico comercial, curso de gestão e marketing, diretor comercial, de uma empresa Americana denominada OTIS, e  alemã denominada SCHIMIT & SOON (Nuremberg), onde tive a oportunidade de conhecer o senhor engenheiro Alfred Dudek que não tinha vergonha nem receio de sujar as mãos no óleo dos motores.
Nestas duas ultimas empresas aprendi eletromecânica que me ajudou a compreender muito melhor o sistema biomecânico e bioelétrico do corpo humano, e claro está, a biofísica e a bioquímica. 
Como facilmente se pode calcular entrei para a Faculdade de Medicina do Porto, não aos 18 anos mas aos 25, com grande experiência de vida que me ajuda a compreender muito melhor os meus doentes.
Senhora Ângela Merkel. Apesar de concordar com as suas afirmações, não significa que aceite a sua intromissão nos destinos e decisões dos meu País.
Será que não lhe é suficiente transformar este povo, economicamente dependente dos marcos, em miseráveis escravos da União Europeia?