quinta-feira, 17 de julho de 2014

A PORTUGUESA ENQUANTO HINO NACIONAL PORTUGUÊS - HERÓIS DE QUÊ?

A PORTUGUESA ENQUANTO HINO NACIONAL
HERÓIS DE QUÊ?
"A Portuguesa" foi composta em 1890, portanto há 124 anos, como forma de reação contra os Ingleses e contra a Monarquia.
Letra de Henrique Lopes de Mendonça, que foi capitão-de-mar-e-guerra da armada portuguesa, e música de Alfredo Keil.
Em 31 de Janeiro de 1891, numa tentativa falhada de golpe de Estado, aparecia como a opção dos republicanos para hino nacional,
Após a instauração da República a 5 de Outubro de 1910, há 104 anos, a Assembleia Nacional Constituinte consagrou-o como símbolo nacional em 19 de Junho de 1911.
Em 1956 existiam várias versões, pelo que o governo nomeou uma comissão encarregada de elaborar uma proposta de alteração que foi aprovada em Conselho de Ministros a 16 de Julho de 1957, mantendo-se o hino inalterado deste então.
Na música nota-se uma influência da Marselhesa.  
A Portuguesa foi designada como um dos símbolos nacionais na constituição de 1976,
VERSÃO ORIGINAL DE 1890
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de
Portugal!
Entre as brumas da memória,
Oh Pá
tria ergue-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o
mar,
Às armas, às armas!
Pela Pá
tria lutar!
Contra os BRETÕES
marchar, marchar!
VERSÃO ALTERADA EM 1957
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os CANHÕES
marchar, marchar!


Como se observa o poema tem um conteúdo bélico, incita e apela à violência o que contaria o Principio de que os Portugueses eram ou são um Povo de brandos costumes.

Não se questiona o heroísmo, a nobreza, a valentia, a imortalidade, dos egrégios (distintos, insignes, ilustres, notáveis, admiráveis) avós portugueses.

O simbolismo revolucionário e bélico de outrora foi-se diluindo ao longo dos anos pelo que no contexto atual em nada se relaciona nem se adapta ao pacifismo, seguidismo, carneirismo e cobardia, características atuais da grande maioria do povo português.
Os Portugueses não se encontram disponíveis para “pegar em armas” e muito menos de “marchar contra os Bretões ou contra os canhões” e por via disso é que têm os governantes que merecem.
Não seria muito plausível observar os portugueses ou outro povo consciente a “marchar contra Bretões e muito menos contra “canhões.”  
Como o Fado é uma forma de música que canta e conta as desgraças do povo português, considerado um património da humanidade e a Amália Rodrigues uma heroína com lugar de destaque no Panteão Nacional, entende-se que o poema e a música do Hino deviam ser alterados sugerindo-se “Povo que lavas no Rio”; “Mãe Preta”; Casa da Mariquinhas”; ou então para um qualquer de autoria do Quim Barreiros como por exemplo a “Garagem da Vizinha”; “Quero Mamar na Cabritinha”; ou “Mariazinha deixa-me ir à Cozinha” o que seria muito mais agradável, ponha todos os Portugueses a dançar e a cantar acabando com a tristeza, os estados depressivos esquecer a fome e miséria que em nome da Troika lhes tem sido imposta.