sexta-feira, 6 de junho de 2014

JUIZ QUE NÃO SE DÁ AO RESPEITO NÃO É RESPEITADO.

É obrigação de todos os cidadãos respeitar as Instituições do seu País, principalmente os Tribunais garantes da justiça da vivência em sociedade e da democracia.
Assim como um médico é o garante da saúde das pessoas, os juízes enquanto funcionários públicos ao serviço dos seus concidadãos são os guardiões do cumprimento da Lei.
Para fazer cumprir a Lei, os juízes devem serem os primeiros a cumprir, serem isentos, respeitar os direitos humanos e de igualdade, tratar os "arguidos" e os "assistentes" nos processos com o respeito que lhes é devido.
Assim não sendo os juízes perdem a credibilidade e o respeito dos cidadãos.
O cidadão Coelho frequentemente confronta, enxovalha, na praça pública, os juízes do Tribunal Constitucional que é o garante do Estado democrático.
O senhor Coelho diz-se presidente do governo português e nessa qualidade tem levado a efeito saques, a que ele chama "medidas",  que tem destruído a vida dos mais frágeis e pobres como são os trabalhadores, os pensionistas, desempregados, crianças e doentes.
Quando o Tribunal Constitucional reprova essas medidas o senhor Coelho vem à praça pública injuriar e enxovalhar os juízes como se tivessem sido eles que fizeram as Leis quando é sabido que foram feitas e aprovadas na assembleia de república pelos deputados dos partidos políticos com assento na mesma.
o cidadão Coelho pergunta-se a ele mesmo "como é que uma sociedade com transparência e maturidade democrática pode conferir tamanhos poderes a alguém que não escrutinado democraticamente."
O senhor Coelho é um falacioso e um aldrabão.porque pretende fazer querer que o seu governo é transparente, maturo e democrático quando e em boa verdade todos os portugueses sabem que o não é.
O senhor Coelho não tem legitimidade para falar em transparência e muito menos em maturidade.
É suficiente analisar a sua própria maturidade e transparência bem como dos vigaristas e burlões, com assento na assembleia da república e no governo, que são e passaram pelo seu partido.
Os cidadãos são convictos que os partidos com assento na assembleia da república defendem a democracia.
Os juízes de facto não foram escrutinados, eleitos, mas escolhidos e nomeados pelos partidos políticos com assento na assembleia da república..
Acreditava-mos que a nomeação dos juízes, pelos partidos políticos, era transparente, matura e democrática.
Ao fim de 40 anos o senhor Coelho vem dizer que os juízes têm Poder em demasia e que a sua escolha e nomeação não foi transparente, matura, nem democrática.
A questão é que os juízes não fazem a vontade ao senhor Coelho mas antes fazem cumprir a Constituição.
Depreende-se facilmente que o senhor Coelho pensa que os senhores juízes foram escolhidos e nomeados para satisfazer a vontade dos políticos e não para fazer cumprir a LEI e a CONSTITUIÇÃO.
Depreende-se ainda que o senhor Coelho é um pequeno ditador e como tal não quer que os Tribunais exijam que cumpra a Lei.
Concorda-se em absoluto que os juízes tem demasiados Poderes um dos quais é a sua Livre Convicção que lhes permite condenar inocentes.
Bem pior que isso é não serem responsabilizados pelos seus actos e decisões.
No meu modesto entender os juízes não deviam nem devem ser nomeados ou fazer parte de Partidos Políticos porque ficam mais vulneráveis e mais susceptíveis a violarem o dever de isenção.
Sendo Poder, os juízes não deviam ser nomeados pelos Partidos Políticos mas submetidos a escrutínio e eleitos pelos seus concidadãos.
Além disso, os juízes da 1ª Instância e Tribunal da Relação deviam ser responsabilizados pelas suas decisões e actos.
Quando senhor Primeiro Ministro questiona a transparência, a maturidade, a democraticidade dos juízes do Tribunal coloca em causa o Poder judicial e transmite aos cidadãos insegurança e suspeição sob os Tribunais e os juízes o que é muito grave.
O Primeiro Ministro ofende gravemente uma Instituição pelo que devia ser constituído arguido e julgado.
Assim não sendo, qualquer cidadão sentirá o direito de proceder da mesma forma.
Juiz que não se faz respeitar não merece qualquer respeito.