segunda-feira, 24 de março de 2014

O HOMEM QUE EXIBIU O PÉNIS A MULHERES.

O homem que exibiu o pénis a mulheres
É mais uma das histórias surrealistas da justiça e da imprensa portuguesa.
Alguma da imprensa portuguesa tem dificuldades económicas e para sobreviver publica "casos" macabros e outros ridículos.
Este tipo de histórias para além de vender jornais, tem por objectivo de "alegrar" o dito povo para que esqueça a crise e a miséria social em que se encontra mergulhado.
Em Janeiro de 2011, há três anos, um mecânico de 57 anos de idade, exibiu o seu "robusto?" pénis num café da sua terra. 
Em a Abril desse mesmo ano, repetiu a façanha numa esplanada e desta feita, porque se encontrava na Primavera, masturbou-se.
Em 2013, decorridos dois anos, o homem foi condenado, em Primeira Instância, a cinco meses de cadeia pelos seus actos "depravados" 
Recorreu para Tribunal Superior, no caso em questão para o Tribunal da Relação, tendo-lhe sido confirmado a pena com o fundamento jurídico dos meritíssimos juízes desembargadores de que "ultrapassou, com a sua conduta, a mera imoralidade."
Nas notícias descreve-se que o homem tem antecedentes criminais, uma condenação por abuso sexual de menor.
Diz ainda que o homem foi emigrante nos Estados Unidos da América, e que vive em condições económicas e sociais muito precárias.
A reter:
A justiça Portuguesa é célere. (três anos para sentenciar um caso muito simples “O homem mostrou o pénis”.
A justiça Portuguesa teve, neste caso, uma preocupação mórbida com o pénis dos Portugueses, o que permite questionar se o homem teria ou não um pénis demasiado grande.
Presumindo-se que teria é-nos permitido deduzir que foi condenado por "inveja."
Na hipótese remota de ter um pénis pequeno foi muito bem condenado porque não se deve exibir aquilo que não se tem. Na psicologia chama-se exibicionismo. 
Dizem os meritíssimos juízes desembargadores que a conduta do homem é imoral.
Não se nos vislumbra onde e com que fundamento se pode condenar o homem pelo seu comportamento dito imoral, pelo simples facto de mostrar o pénis e masturbar-se.
Segundo a teoria da igualdade de género, muito na moda em Portugal, o homem que mostrou o pénis, não mostrou nada que as mulheres ofendidas não conhecessem porque é suficiente ir a uma cidade Portuguesa chamada Caldas da Rainha, onde existem expostos em montras e à venda pénis de barro de todos os tamanhos e feitios.
Numa exposição de erótica (“Eros 2014”) realizada na EXPONOR, exibiram-se pénis, vaginas, "aparelhos" para práticas sado/masoquistas, perfumes, vibradores, etc. e onde se simulava sexo ao vivo. 
Não se consta que os seus mentores, organizadores, comerciantes, e praticantes ou actores de filmes pornográficos, tenham ultrapassado, com a sua conduta a mera imoralidade.
Também é sabida a existência, na internet, de sites pornográficos que são diariamente consultados por milhões de homens, mulheres e até crianças. 
O próprio jornal, de onde colhi a notícia, na sua edição de hoje publica três páginas completas denominado relax, que podem ser consultadas por homens, mulheres e crianças desde os 3 aos 100 anos e onde se exibi mulheres nuas e seminuas. 
Não se me consta que tenham sido processadas pelos homens por terem ultrapassado, com a sua conduta, a mera imoralidade.
Além do anteriormente dito, todos sabemos da existência de revistas femininas e de "cadernos" jornalísticos onde centenas de mulheres ligadas à moda, à TV, ao cinema, etc. que de uma forma exibicionista e narcisista exibem os seus corpos nus ou seminus. 
Não se consta que ultrapassem a mera imoralidade.
Ora, no meu modesto entender, os meritíssimos juízes, ao condenarem o homem que mostrou o pénis, violaram o dever de isenção, o direito à diferença, o direito de igualdade, o direito de igualdade de gênero.
Posso ainda presumir que se o homem que mostrou o pénis, tivesse usado na sua defesa que até era gay, provavelmente teria sido absolvido.
o governo português castrou os portugueses, cortando-lhes os testículos. 
agora, na defesa ridícula de uma falsa moralidade, pretendem corta-lhes os pénis.
O Xavi (nome fictício) foi denunciado, ao Tribunal de Família e Menores, e ao Ministério Público, por exibir o pénis a uma criança de 7 anos.
Desde há 7 anos que tem vindo a dar continuidade ao seu acto criminoso. No entanto e apesar de denunciado pelo pai da criança, não é acusado nem julgado
O que incomoda no meio não é o pénis do homem que mostrou o pénis. 
Incomoda é o tempo e o dinheiro, pago pelos contribuintes, que a justiça perde com os pénis de alguns dos seus concidadãos quando há "casos" muito mais importantes, pela sua gravidade, e que demoram dez anos, ou mais, a decidir.
Mais grave ainda é quando envolve crianças como o meu filho que completa hoje 14 anos.
Quero sair deste país como refugiado, migrante, emigrante, antes que seja politicamente perseguido ou “abatido” por causa do meu pénis.