terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A DIFERENÇA ENTRE UM MILITAR PORTUGUÊS E UM NORTE AMERICANO

Acabei de ver um filme sobre o stress pós traumático dos soldados Norte Americanos reencaminhados para o Iraque e Afeganistão.
Estou a pensar naquele dia em que, então com 18 anos, parti para a frente de combate no Distrito de Huíge. ANGOLA.
À data não tive uma despedida de um único  familiar. como vi no filme. ATÉ NISSO OS AMERICANOS SÃO DIFERENTES. 
Por lá andei durante cerca de 30 meses. 
De regresso senti o mesmo sentimento de vazio pois não havia ninguém à minha espera, nem sequer uma das ditas "madrinhas de Guerra." 
Durante a viagem, de lá para cá, joguei e perdi todo o dinheiro que tinha amealhado durante aqueles meses. 
Vim de Lisboa para o Porto de comboio. 
Quando cheguei à Estação de Campanhã esperavam-me o meu irmão e a minha mãe, que Deus tenham. 
Então disse-lhe: Mãe empresta-me 200 escudos, que à data era muito dinheiro, para pagar uma divida (era do jogo) a um colega. 
Contra feita lá me deu dinheiro. 
Mais tarde, o meu irmão disse-me que a mãe ficou incomodada tendo "desabafado". "O teu irmão regressa da guerra e não trás um tostão" 
Não sei o que se passou na cabeça da senhora! provavelmente entendia e bem que a guerra é um negócio. 
O que ela não entendia é que o negócio não é para os militares mas antes para os políticos e para os que fomentam as guerras.
Conforme consta da minha caderneta militar fui condecorado mas nunca me deram a medalha como dão aos "gajos" que dão uns chutos na bola.
A esses até querem enterrá-los nos Panteão Nacional, dão botas e bolas de ouro.
Pior ainda é que o senhor Pires de Lima, distinto ministro deste país, acabou de dizer que os portugueses devem seguir o exemplo do Cristiano Ronaldo e que em cada português há um Cristiano Ronaldo.
Desconheço se o distinto senhor ministro Pires de Lima falava a sério, com convicção ou até se estaria sóbrio.
Não posso seguir o exemplo do Cristiano Ronaldo porque não sei dar chutos nas bolas nem tenho idade para isso.
Em mim não há nenhum Cristiano Ronaldo porque conheço os meus antepassados até à quinta geração. RODRIGUES DE BRITO
Conclusão:
Viver em Portugal é bom desde que se saiba dar uns pontapés na bola.
Ser orfão de pai aos 11 anos de idade é muito mau.
Vivenciar uma guerra aos 18 anos é muito F.
Pior que o anterior é ter que "levar" todos os dias com estes parasitas, vigaristas e corruptos que enxameiam a vida politica e dizem que governam o país em nome da Troika.
Vá lá que não dizem que nos governam em nome de Deus.
Hoje estou mesmo F.