domingo, 1 de setembro de 2013

OS FÁRMACOS MAIS BARATOS . JORNAL DE NOTICIAS 01.09.2013

Diz o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos Português (OFP), em Portugal há Ordens para tudo, que está feliz com os novos modelos de receitas médicas porque permite ao doente optar, NA FARMÁCIA, pelo medicamento mais barato.
Isto vem na sequência da OFP ter apresentado queixa, desconheço contra quem a queixa foi apresentada, no Ministério Público porque o modelo das receitas em vigor obrigava os doentes a decidir na presença do médico se pretendia optar pelo medicamento mais econômico.
Argumenta o senhor bastonário da OFP que o médico limitava a liberdade de escolha do doente quando lhe perguntava se pretendia um fármaco mais econômico.
Reconheço a minha ignorância à cerca deste assunto, nem entendo porque razão os Tribunais se imiscuem em tais assuntos que mais não são que jogos de interesses econômicos.
Algumas questões se me colocam.
PRIMEIRA:  Quem apresenta uma queixa é porque pretende obter algum benefício.
No caso em questão a OFP pretende vender os medicamentos que mais lhe aprouverem e que mais margem de lucro daí lhe advêm.
Logo está-se "borrifando" para o doente.
SEGUNDO: Partindo-se da premissa, errada, que as farmácias não tem por objectivo o seu próprio interesse económico e que exercem a sua atividade no interesse do "coitadinho" do doente não se me vislumbra porque razão pretende vender o medicamento mais barato.
É que sendo mais barato presume-se que reduz a margem de lucro das farmácias o que não é credível.
TERCEIRA:  Não se entende o fundamento da OFP quando afirma que o médico "LIMITA A LIBERDADE DO DOENTE"
Dá para sorrir porque estamos na presença de um argumento perfeitamente imbecil.
O médico limita a "LIBERDADE" de decisão do doente e o farmacêutico ou o empregado da farmácia não limita a liberdade quando pergunta ao doente, no interior da farmácia, se quer levar um fármaco mais económico.
Ao propôr um medicamento mais "BARATO" é o farmacêutico ou empregado da farmácia que limitam a liberdade do doente
A OFP invertem as posições: Os médicos são acusados de comerciantes ou de terem interesses econômicos quando dizem aos doentes escolherem este ou aquele medicamento. Os farmacêuticos deixam de ser comerciantes, sem interesses econômicos passando eles a serem os prescritores.
Todos sabemos e até há um proverbio português que diz: "O BARATO SAI CARO".
Ora, é do conhecimento público que os fármacos, onde se inclui a simples aspirina, tem efeitos laterais desde simples, a graves e até letais. 
Os médicos sabem que há medicamentos mais BARATOS que ninguém sabe o que são, qual é a sua composição e ou qual é o excipiente e que alguns são perigosos e outros tem efeitos placebo, isto é nem fazem bem nem mal.. 
Deve-se colocar à OFP a seguinte questão: Quando alteram a prescrição pelo medicamento mais económico assumem a responsabilidade do acto médico se surgirem os tais efeitos laterais e ou letais? Ou essa responsabilidade caberá sempre ao médico? 
Da parte que me cabe nunca permitirei que o senhor farmacêutico, com o devido respeito, altere a receita médica pelo medicamento mais económico.
Deixo algumas propostas:
Os fármacos do mesmo principio ativo devem ser todos vendidos nos hipermercados, expostos em prateleiras, com os respectivos preços.
Exemplo: Paracetamol, a 2€, ou 3€;  Hipotensores a 4€, ou 8€, Antibióticos a 025€ e assim sucessivamente.

PROMOÇÕES do ESTILO: leve dois e pague um! Hoje, antibióticos em Saldo a 50% ou 75%! Fim de coleção! Nova coleção Outono/Inverno!
Comercializar fármacos de MARCA BRANCA usando o mesmo método do Continente, Pingo Doce ou do Jumbo.
No meu modesto entender e à semelhança dos País desenvolvidos, os médicos é que deviam disponibilizar os fármacos nas doses posológicas exatas, "vigiar" os efeitos laterais prevenir as reações adversas, controlar o evoluir ou o regredir das doenças, evitando-se os desperdícios e desta forma terminar com as "negociatas".
Há atividades profissionais que tem a obrigação de se regerem por códigos deontológicos, por via disso é que existem as Ordens. 
Mas há profissionais que se estão nas "tintas" para os seus próprios códigos porque têm por objetivo o lucro desmedido, interferem com os códigos de outros profissionais e estão-se simplesmente "borrifando" para os doentes que ele dizem defender.

PRIMEIRO A MINHA SAÚDE PELO QUE ME ESTOU NAS TINTAS PARA OS GENÉRICOS E OS FÁRMACOS MAIS BARATOS!