quarta-feira, 27 de março de 2013


OS EQUIDEOS PODEROSOS

Desde muito novo que o exercício físico e intelectual me oferecem pela satisfação senão prazer.
São como uma sublime catarse que me reduz o stress do quotidiano da vida.
Agrada-me sobremaneira dissertar, em estilo apaixonado e irónico, sobre tudo o que nos rodeia.

OS EQUIDEOS “PODEROSOS”

Tenho afecto e predilecção pelos equídeos, de entre os quais distingo o cavalo, não só pelo seu estilo e garboso porte mas e também pelo seu elevado grau de inteligência e fidelidade.
Os mulos, mus, ou machos, provenientes de cruzamentos, cavalo/mula, mula/burro ou cavalo/burra, não me merecem diferenciado carinho. No entanto, tenho apreço pela sua virilidade, força, energia, submissão e capacidade quase ilimitada para o trabalho. Daí, provavelmente, advêm os ditados populares: “CARREGADO COMO UMA BESTA!”; “BESTA DE CARGA!”; “ÉS UMA BESTA!”.
Dissertar sobre os burros perissodáctilos é árduo e intrincado porquanto as suas características filogenéticas são de análise complicada atendendo à sua diversidade.
AS ORELHAS.
Exageradamente grandes e desproporcionadas relativamente à cabeça e ao corpo deviam ter a função de permitir que ao animal fosse consentida uma audição mais efectiva e eficiente o que não me parece muito credível ou provável. Daí e talvez o dito: TEIMOSO COMO UM BURRO.
OS OLHOS
Expressivos, exageradamente meigos e melancólicos captam a minha atenção, confesso! Mas, à semelhança das orelhas entendo por função insuficiente o que provavelmente explicaria as palas.
Será que daí advêm a expressão “PARECE QUE USAS PALAS”?
O conjunto dorso/barriga/membros tornam o animal grotesco, rústico e deselegante por desproporcionais.
Quando se adjectiva um qualquer indivíduo de “RAÇA AJERICADA” entende-se uma semelhança em termos de protusão ventral e estatura.
É óbvio que o adjectivo não se aplicará a um indivíduo musculado, com 1,80 mts de altura, 80 kg de peso, isto é, do tipo SCHWARZENEGGER.
No entanto, não fica excluído de eventuais comparações, tendo em consideração as diferenças existentes entre “tecido/massa muscular” e “tecido/massa encefálica”.
A CAUDA
É de só menos importância.
Entendo ter função de equilíbrio ortostático e de afugentador de mosquitos, moscas, moscardos, e outros insectos parasitas alados.
Propositada e deliberadamente remeti o crânio para os últimos parágrafos da dissertação.
O CRÂNEO dos Burros é de tamanho e configuração mediana.
Não me sendo dado ter levado a efeito autópsia ao animal, dezenas já executei em humanos, conjecturo que é portador de encéfalo rudimentar e de escasso ou nulo desenvolvimento racional.
Presumo e faz sentido os adjectivos:
“É COMO UM BURRO”; “CARREGADO COMO UM BURRO”; “A PENSAR MORREU UM BURRO”; “QUANTO MAIS ESTUDAS MAIS BURRO”; “UM BURRO CARREGADO DE LIVROS É UM DOUTOR” OU TALVEZ UM MESTRE dos muitos que por aí abundam.
Tais adjectivos talvez se fundamentem nas insuficiências ou nulidades de compreensão e total ausência de inteligência dos burros.
O animal é humilde, razoavelmente obediente e extraordinariamente útil.
Não falam, ZURRAM.
Excluem-se de qualquer presunção.
Não se arrogam de Doutores, Engenheiros, Mestres, ou outros títulos, contrariamente aos “inteligentes” com que diariamente sou obrigado a confrontar-me.
Esses, os “inteligentes” para além de BURROS medíocres, são incomodativos.
Eu, BURRO, tenho dificuldade em entender como por vezes são PODER.